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GNR prepara dispositivo policial para marcha lenta de camiões
A corporação vai monitorar a iniciativa que deve reunir mais de 400 caminhões entre Paredes e Coimbra.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que, na próxima sexta-feira, contará com um dispositivo policial "especialmente direcionado" para acompanhar a marcha lenta de caminhões, que visa reivindicar medidas em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis. A ação deve reunir mais de 400 veículos pesados em um trajeto entre Paredes e Coimbra, passando pelas autoestradas A42, A41 e A1.
Acompanhamento e segurança
Em resposta a questionamentos da Lusa, a GNR revelou que está atenta à organização da marcha e em contato com os promotores da iniciativa para garantir as condições de segurança e minimizar interrupções no tráfego. A corporação alerta que são esperados constrangimentos nas vias, mas não haverá cortes nas autoestradas mencionadas.
A GNR destacou que o dispositivo policial envolverá os Comandos Territoriais das áreas afetadas, que farão a monitorização dos acessos às autoestradas, viadutos e regiões adjacentes. As forças estarão pré-posicionadas e preparadas para agir se for necessário.
Controle operacional e informações
A Unidade Nacional de Trânsito da GNR será responsável pelo controle operacional do trânsito em todo o país, acompanhando a situação nas autoestradas. Além disso, haverá forças de reserva disponíveis, incluindo unidades para manutenção da ordem pública, caso haja necessidade de intervenção.
A GNR também se comprometeu a monitorar constantemente as condições de tráfego e a fornecer informações atualizadas sobre eventuais interrupções significativas, indicando rotas alternativas quando necessário. A corporação recomenda que os motoristas planejem suas viagens com antecedência e acompanhem as informações sobre o tráfego.
Motivos da manifestação
Os organizadores da marcha lenta, compostos por empresários do setor de terraplanagens, alegam que a manifestação é uma resposta espontânea ao aumento dos custos de energia, que impacta diretamente suas atividades. Miguel Machado Mendes, advogado dos promotores, afirmou que mais de 100 empresas e 400 caminhões devem participar do evento.
Segundo Mendes, a marcha lenta é uma reivindicação por "respostas concretas" diante da vulnerabilidade do setor, que inclui serviços de movimentação de terras, extração de inertes e transporte, todos fortemente afetados pela elevação dos preços do gasóleo.





