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Estudantes da UMinho contestam aumento nos preços das residências
Grupo de alunos reclama que valores ultrapassam limites legais e exige compensações.
Um grupo de estudantes da Universidade do Minho iniciou um abaixo-assinado em protesto contra os preços cobrados nas residências públicas, que consideram superiores ao limite estipulado por lei. Os Serviços de Ação Social da universidade justificam os valores pela oferta de quartos individuais.
Abaixo-assinado e reivindicações
No comunicado enviado ao jornal O MINHO, os estudantes da Residência Prof. Lloyd expressam sua desaprovação não apenas em relação ao novo teto máximo estabelecido pelo Governo, que aumentou o valor permitido por cama em residências públicas de 94 para 161,14 euros, mas também pelo fato de que os valores cobrados nas residências da UMinho superam esse limite.
O abaixo-assinado aponta que as tarifas por cama em quartos individuais variam entre 185 e 190 euros na Residência de Santa Tecla e na Residência de Azurém, 190 euros na Residência Prof. Lloyd Braga e 200 euros na Residência da Fábrica Confiança, todas acima do teto legal.
Condições das residências
Além da questão dos preços, os estudantes relatam diversas condições precárias nas residências, como elevadores frequentemente quebrados, falta de isolamento térmico e ventilação, problemas de umidade nas paredes, e insuficiência de equipamentos de cozinha. Eles destacam que blocos com mais de 300 estudantes dependem de uma única placa elétrica para cozinhar.
Os alunos afirmam que pretendem entregar as assinaturas coletadas aos Serviços de Ação Social da UMinho (SASUM) em uma ação que ainda será agendada.
Resposta dos serviços de Ação social
Os SASUM, em resposta, informam que os preços de alojamento foram aprovados pelo Conselho de Gestão e pelo Conselho de Ação Social, que inclui representação estudantil. A atualização dos valores está de acordo com o Decreto-Lei n.º 148/2026, que altera a política de ação social escolar e estabelece novos limites para os preços do alojamento.
Os SASUM também reconhecem a existência de problemas estruturais nas residências devido ao desgaste natural, mas afirmam estar investindo na reabilitação dos espaços e na melhoria das condições de alojamento, incluindo a modernização de lavandarias e a aquisição de novos equipamentos.
Por fim, os Serviços de Ação Social ressaltam que não houve contato prévio do grupo de estudantes com a Divisão de Alojamento para discutir essas questões.





