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Sindicatos da PSP e GNR protestam contra proposta de polícia ‘low-cost’
Manifestação no Porto antecede negociações com o governo sobre condições de trabalho e salários.

Os principais sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) organizaram uma manifestação no Porto para expressar sua oposição à possibilidade de um modelo de polícia 'low-cost' em Portugal. O ato ocorreu na tarde de hoje, em um momento crítico, já que novas negociações entre os sindicatos e o governo estão agendadas para amanhã.
Protestos no Porto
A manifestação foi liderada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). Na abertura do ato, César Nogueira, presidente da APG, enfatizou a necessidade de demonstrar ao governo e à sociedade que um modelo de polícia 'low-cost' não é viável. Segundo ele, tal abordagem levaria os profissionais a buscar empregos paralelos para sustentar suas famílias, comprometendo a qualidade do serviço prestado.
Paulo Santos, líder da ASPP, concordou com a visão de Nogueira, ressaltando que tanto a PSP quanto a GNR têm sido historicamente negligenciadas em termos de valorização. Ele argumentou que, apesar das novas atribuições assumidas, como a substituição de outras forças policiais, os salários permanecem inalterados, o que não condiz com as responsabilidades atuais.
Expectativas para as negociações
A manifestação abordou questões relacionadas à reestruturação das carreiras e à organização do tempo de trabalho. Os representantes dos sindicatos lembraram o acordo assinado em junho de 2024, que visava melhorar as condições remuneratórias, mas afirmaram que os resultados ainda não foram percebidos na prática, o que gerou frustração entre os profissionais.
Nogueira criticou a proposta de um suplemento salarial apresentada em reuniões anteriores, afirmando que isso não resolve os problemas estruturais enfrentados. Ele alertou que muitos profissionais estão, na verdade, perdendo dinheiro devido à falta de ajustes no estatuto remuneratório de 2009, resultando em economias significativas para o Estado.
A participação do novo ministro
César Nogueira expressou uma leve esperança de que a presença do ex-policial Luís Neves nas negociações possa trazer melhorias, mas Paulo Santos lembrou que a ASPP não se deixa levar por promessas. Ele destacou a importância de que qualquer mudança dependa de apoio político sólido do governo para que as reivindicações possam ser atendidas.
Perto das 18h30, aproximadamente 200 agentes da PSP estavam reunidos junto ao Comando Metropolitano do Porto, e Nogueira também mencionou que um número semelhante de profissionais da GNR poderia se juntar ao protesto. As comitivas se dirigiram à Avenida dos Aliados a partir das 19h, unindo forças em sua luta pela valorização e melhores condições de trabalho.





