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Homem é condenado a quase seis anos por tentativa de homicídio de GNR em Cabeceiras de Bas

Tribunal de Guimarães impõe pena de cinco anos e 10 meses a réu por tentativa de matar militar da GNR.

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Mais de 5 anos de prisão efetiva por tentar matar um gnr em cabeceiras de basto

Um homem foi condenado a cinco anos e 10 meses de prisão por tentar matar um militar da GNR em Cabeceiras de Basto, conforme anunciou a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP). A decisão, proferida pelo Juízo Central Criminal de Guimarães, foi registrada em um acórdão datado de 22 de setembro, mas ainda não é definitivo.

Os fatos do caso

De acordo com a PGDP, o homem foi condenado por homicídio qualificado na forma tentada, além de detenção de arma proibida e dano. O tribunal considerou provados os fatos descritos na acusação do Ministério Público. O réu alterou uma espingarda de caça, tornando-a mais portátil e fácil de disfarçar.

No dia 12 de junho de 2025, por volta das 14h20, ele foi até um terreno vizinho, carregando em um carrinho de mão uma faca de 33 centímetros e a espingarda modificada, municiada e pronta para uso. Após ser chamado ao local por vizinhos, três militares da GNR, uniformizados, chegaram para atender à ocorrência.

Conforme os relatos, o acusado retirou a espingarda de sua bolsa e apontou-a em direção ao abdômen de um dos militares. O GNR, percebendo a situação, deu o alerta e iniciou um confronto físico com o homem, que tentou disparar a arma enquanto os outros militares tentavam controlá-lo.

O tribunal reconheceu que o réu agiu com a intenção de matar o militar, mas o resultado não ocorreu devido à rápida reação de defesa da vítima e de seus colegas. Além da pena de prisão, os juízes determinaram uma compensação de 5 mil euros ao GNR, por danos não patrimoniais, incluindo medo e perturbação.

Consequências da condenação

Além da pena privativa de liberdade, foi decidida a perda de todas as armas, munições, facas e outros dispositivos explosivos ou incendiários apreendidos ao réu, que permanece em prisão preventiva. A PGDP segue acompanhando o caso até que o acórdão transite em julgado.