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Papa condena legalização do aborto e da eutanásia em visita à França
Durante sua visita ao Santuário de Lourdes, Papa Leão XIV defendeu a dignidade da vida humana.
O Papa Leão XIV expressou sua condenação à legalização do aborto e da eutanásia durante sua visita ao Accueil Notre-Dame, em Lourdes, França. Em seu discurso, o líder da Igreja Católica afirmou que a vida não deve ser tirada sob a justificativa de uma falsa compaixão.
Mensagem sobre dignidade da vida
O Papa destacou que "é impossível considerar normal o ato de pôr fim a uma vida" e lembrou que o que é legal nem sempre é moral. Ele enfatizou a importância de cultivar um olhar contemplativo sobre a vida, reconhecendo suas dimensões de gratuidade, beleza e responsabilidade. "Numa época em que algumas sociedades tendem a desviar o olhar ou a fechar os olhos perante a dignidade da vida humana, é urgente, antes de mais, cultivar, em nós e nos outros, um olhar contemplativo", disse.
Apelo aos profissionais de saúde
Dirigindo-se aos profissionais de saúde presentes, o Papa pediu que eles se lembrassem do "significado profundo da sua vocação: cuidar de uma pessoa que sofre e não eliminá-la". Ele também reiterou que "nenhuma lei deve fazer-nos perder a certeza da dignidade", defendendo que a criação de estruturas de cuidados paliativos é essencial para atender às necessidades dos doentes.
As declarações do Papa ocorreram em um contexto em que o parlamento francês aprovou, em julho, o direito à morte assistida para pacientes com doenças graves e irreversíveis. Leão XIV enfatizou que "a medicina nunca poderá tornar-se serva da morte programada", ressaltando a necessidade de acompanhar os doentes com ternura, como se faz em Lourdes.
O Santuário de Lourdes
Lourdes, um importante destino de peregrinação, recebeu milhões de visitantes ao longo dos anos, especialmente pessoas doentes que buscam cura nas águas da nascente da gruta, onde foram relatadas aparições da Virgem Maria em 1858. O Papa Leão XIV, ao visitar o Accueil Notre-Dame, que acolhe e presta assistência a pessoas idosas e doentes, reforçou a ideia de que a fragilidade deve ser um lugar de encontro sagrado.
Concluindo suas declarações, o Papa reafirmou que a dignidade da vida humana deve ser defendida em todas as circunstâncias, condenando qualquer forma de eutanásia ou aborto. Ele se posicionou como um defensor da vida, chamando a sociedade a refletir sobre o valor intrínseco de cada ser humano.




