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Mulher é acusada de tentativa de homicídio contra irmão em Trás-os-Montes

Fátima C. confessou o crime durante o julgamento, mas afirmou não ter intenção de matar.

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Mulher de trás-os-montes acusada de tentar matar irmão espetando-lhe uma guincha na cabeça

O Tribunal de Bragança está prestes a proferir a decisão em um caso de tentativa de homicídio envolvendo uma mulher de 33 anos, Fátima C., que atacou seu irmão, Nuno, com uma guincha na cabeça em Vinhais, durante um episódio de violência familiar ocorrido em agosto de 2025.

Confissão e contexto da agressão

Durante o julgamento, realizado em uma única sessão, Fátima C. admitiu ter cometido o crime, mas destacou que não tinha a intenção de matar o irmão. Ela descreveu o ataque como resultado de um momento de tensão, que se agravou em um ambiente de violência doméstica que afetava não só ela, mas também a mãe deles. Segundo Fátima, o consumo excessivo de álcool por Nuno e sua falta de comprometimento com o trabalho contribuíram para o conflito.

O Ministério Público (MP) pediu a condenação da ré, mas não especificou a pena a ser aplicada. O advogado de defesa, João Ferreira Araújo, argumentou que as circunstâncias familiares e o ambiente hostil justificavam uma pena mais branda, solicitando que a condenação, se ocorresse, fosse inferior a cinco anos e com a execução suspensa.

A briga familiar

O incidente teve início durante uma discussão entre Nuno e o marido de Fátima, Mário O. No dia 4 de agosto, por volta das 18h30, Nuno pediu à mãe que diminuísse o volume da música, o que gerou a irritação da irmã, que respondeu: 'Olha, este tem a mania que manda'. A situação escalou quando Mário se aproximou de Nuno de forma ameaçadora, levando o irmão a revidar com um soco.

A partir daí, Fátima interveio, usando a guincha para agredir Nuno, ferindo-o na cabeça, clavícula e braço, o que resultou em sangramento intenso. Após receber ajuda de um vizinho, Nuno foi atendido pelo INEM e posteriormente levado ao Hospital de Bragança, onde deu entrada por volta das 22h05 do mesmo dia.

Consequências e acusações

A acusação do MP alega que as agressões tinham a intenção de provocar a morte de Nuno, ressaltando que Fátima estava ciente dos riscos envolvidos em atacar áreas vitais do corpo. O caso aguarda agora a decisão do tribunal, que deve ser divulgada no início de outubro.