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Hugo Soares critica André Ventura e faz comparação com Sócrates

Debate acalorado na Assembleia da República marca confronto entre Chega e PSD.

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O presidente do Chega, André Ventura, desafiou nesta quinta-feira o PS a aprovar sua proposta de redução do IVA dos combustíveis, de 23% para 13%, durante um debate na Assembleia da República. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, respondeu chamando Ventura de 'aldrabão', argumentando que a proposta só entraria em vigor em janeiro.

Propostas em debate

Durante a sessão, Ventura destacou que, caso o PS viabilizasse seu projeto, o Chega apoiaria um projeto de resolução do partido socialista. No entanto, Soares ressaltou que a proposta do Chega entraria em vigor apenas com o Orçamento do Estado de 2027, enquanto o PS sugere uma redução temporária do IVA, com avaliação mensal.

O líder do Chega criticou os impostos sobre combustíveis, classificando-os como 'um roubo nacional', e lamentou a ausência do Governo no debate, sugerindo que o primeiro-ministro estaria 'numa gala de futebol'.

Conflitos e comparações

Hugo Soares, ao responder, chamou Ventura de 'aldrabão político', acusando-o de enganar os portugueses. Ele afirmou que a proposta do Chega não teria um efeito imediato e comparou Ventura ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, sugerindo que seu foco era levar o país à bancarrota.

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, criticou as propostas do Chega, afirmando que são destinadas para janeiro, enquanto as pessoas necessitam de apoio imediato. Ele acusou Ventura de não ter apoiado iniciativas anteriores do PS para combater o aumento do custo de vida.

Advertências e postura no debate

André Ventura replicou às críticas, defendendo que o verdadeiro engano é afirmar que a economia está em boa situação enquanto se pede para que a população reduza gastos. Ele também afirmou que seu partido não poderia propor a redução imediata do IVA, alegando um acordo entre PS e PSD para não diminuir impostos.

O presidente da Assembleia, José Pedro Aguiar-Branco, interveio para moderar o debate, pedindo cuidado com as palavras e alertando que poderá retirar a palavra de futuros discursos que sejam considerados agressivos ou insultuosos.

O debate também destacou a importância da tradução em língua gestual, comemorando 20 anos de inclusão na ARTV e a contribuição dos profissionais envolvidos. O clima tenso entre os deputados do Chega e do PSD trouxe à tona um 'debate gestual paralelo', gerando reclamações sobre gestos ofensivos.