São Paulo -SP
Entenda as unidades sentinelas de arboviroses em São Paulo
Redes de vigilância ajudam na identificação de arbovírus e controle de epidemias.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) mantém uma rede de 73 unidades sentinelas de arboviroses em todo o estado. Essas unidades, localizadas em Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais, são essenciais para a vigilância epidemiológica, permitindo a identificação de arbovírus em circulação e possíveis alterações no cenário de saúde pública.
Funcionamento das unidades
Nos locais, pacientes com sintomas indicativos de arboviroses são selecionados segundo critérios estabelecidos pela vigilância. Amostras desses pacientes são coletadas e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz (IAL), referência em diagnóstico e vigilância laboratorial, para análise e identificação dos vírus.
Essa abordagem é crucial para monitorar o comportamento das doenças, detectar a introdução ou aumento na circulação de vírus específicos e orientar ações de prevenção e controle nas diversas regiões do estado.
A amostragem semanal
A vigilância sentinela realiza análises laboratoriais a partir de amostragens semanais de pacientes atendidos. No caso da dengue, por exemplo, são coletadas de duas a cinco amostras por semana de indivíduos com sintomas como febre, dor de cabeça e dor atrás dos olhos, preferencialmente nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas.
Após a coleta, as amostras são registradas no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz. Os resultados obtidos são fundamentais para que as equipes de vigilância monitorem a circulação dos vírus e identifiquem mudanças no perfil epidemiológico.
Monitoramento ampliado
O painel de monitoramento abrange diversas doenças, incluindo dengue, Zika, chikungunya, febre amarela, febre Oropouche e Mayaro. Recentemente, o vírus do Nilo Ocidental também passou a ser monitorado. A ampliação do painel de vigilância aumenta a capacidade de identificar outros arbovírus que possam circular em São Paulo.
Vale ressaltar que nem todos os pacientes atendidos nas unidades são testados para todos os vírus. A vigilância sentinela utiliza uma amostragem específica e complementa as notificações e investigações de casos suspeitos, além de outras ações de vigilância epidemiológica e laboratorial realizadas no estado.
Com informações de Sp