Setembro Amarelo: Como identificar sinais de alerta em jovens e buscar ajuda
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Setembro Amarelo: Como identificar sinais de alerta em jovens e buscar ajuda

Colab SP setembro 18, 2026 3 min read

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo enfatiza a necessidade de estar atento a mudanças persistentes no comportamento de crianças e adolescentes. Durante o mês de Setembro Amarelo, que visa a conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, é fundamental identificar sinais de sofrimento emocional, como isolamento social, alterações no sono e na alimentação, além da queda acentuada no desempenho escolar.

Sinais que merecem atenção

A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, alerta que diversos fatores podem estar relacionados ao sofrimento psíquico entre jovens. O impacto do período pós-pandemia, o uso excessivo de dispositivos digitais e redes sociais, a comparação social e o cyberbullying são apenas alguns deles. Além disso, mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar também podem afetar a saúde mental dessa faixa etária.

"Reconhecer precocemente sinais de sofrimento emocional pode prevenir o agravamento de quadros clínicos. Embora nem toda mudança de comportamento indique um transtorno mental, alterações persistentes ou intensas devem ser observadas. Isolamento social, mudanças significativas no sono ou na alimentação, queda no desempenho escolar e irritabilidade intensa são sinais que merecem atenção", afirma a psiquiatra.

Atendimento especializado

O Hospital Geral de Taipas possui uma ala dedicada à psiquiatria infantojuvenil, com 16 leitos para crianças e adolescentes com quadros psiquiátricos graves. As internações costumam ser de curta duração, dependendo da evolução clínica de cada paciente. A admissão no serviço é feita por meio da Central de Regulação Estadual.

A internação é recomendada em situações específicas, onde é necessário um acompanhamento intensivo e um ambiente seguro. "O objetivo da internação é garantir a segurança do paciente. Após esse período, é crucial que haja continuidade no cuidado, com a participação da família e da rede de atenção", complementa Bruna.

Onde buscar ajuda

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS oferece diversos serviços para acolhimento, avaliação e acompanhamento de pessoas em sofrimento mental. Os atendimentos podem ser iniciados na Atenção Básica ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), enquanto emergências podem ser tratadas em UPAs, prontos-socorros e pelo SAMU 192.

Em situações de emergência, como tentativas de suicídio ou risco imediato à vida, o SAMU pode ser acionado gratuitamente pelo número 192, disponível 24 horas. O serviço realiza atendimento pré-hospitalar e pode encaminhar o paciente conforme a necessidade.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas. Este serviço é destinado a pessoas que necessitam de uma conversa e não substitui o atendimento médico em situações de urgência.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo trabalha para fortalecer a RAPS através de capacitações, orientações técnicas e programas voltados à assistência em saúde mental.

Com informações de Sp

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