São Paulo -SP
Projeto Acolher oferece apoio psicológico a pacientes com câncer em Jundiaí
Iniciativa busca ajudar pacientes recém-diagnosticados a enfrentar o desafio emocional do câncer.
O diagnóstico de câncer representa um momento repleto de incertezas e angústias, tanto para os pacientes quanto para seus familiares. Para oferecer apoio nesse período crítico, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Dona Maria Lopes, em Jundiaí, realiza o Projeto Acolher. A iniciativa proporciona acompanhamento psicológico e orientação multiprofissional a pessoas que acabaram de receber o diagnóstico de câncer, independentemente do tipo da doença.
Encontros e suporte especializado
As reuniões do Projeto Acolher acontecem a cada quinze dias e são conduzidas por uma equipe composta por uma psicóloga, um profissional de serviço social e um enfermeiro. As atividades são organizadas em grupos separados para homens e mulheres, permitindo um ambiente de maior intimidade, especialmente no caso de mulheres diagnosticadas com câncer de mama.
Dyane Jaqueline Cardoso, coordenadora assistencial do AME Dona Maria Lopes, destaca que o período após o diagnóstico de câncer de mama é particularmente desafiador. 'Além do medo e da insegurança em relação ao tratamento, existe a preocupação com as possíveis mudanças no corpo e o impacto que elas podem ter na autoestima e na forma como essa mulher se percebe. Por isso, é importante que ela tenha espaço para falar sobre esses sentimentos e receba apoio para enfrentar essa nova etapa de maneira mais segura', afirma.
Identificação de necessidades
A iniciativa surgiu a partir da identificação de uma necessidade na rotina do serviço. De acordo com a legislação, pacientes diagnosticados com câncer devem ser encaminhados para tratamento no SUS em até 60 dias. Entretanto, muitos chegavam ao AME com dúvidas e ansiedades sobre o que estava por vir. 'O pós-diagnóstico é um momento de medo, ansiedade e muitas incertezas. Por isso, entendemos que cuidar do paciente não é apenas realizar exames ou seguir protocolos, mas também olhar para a pessoa em sua totalidade', ressalta Dyane.
Outro desafio observado pela equipe é a dificuldade que alguns pacientes enfrentam para compartilhar o diagnóstico com seus familiares. O medo e a insegurança podem levar à decisão de enfrentar sozinhos os primeiros passos após a descoberta da doença. Os encontros promovem um espaço onde os participantes podem dialogar com profissionais e com outras pessoas em situações semelhantes, possibilitando a troca de experiências e o suporte emocional necessário.
Com informações de Sp