Método inédito mapeia áreas urbanas vulneráveis a inundações
São Paulo -SP

Método inédito mapeia áreas urbanas vulneráveis a inundações

Colab SP setembro 19, 2026 3 min read

Pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um novo método para avaliar os impactos de inundações nas bacias urbanas. Com base em dados sobre a velocidade e extensão das cheias, infraestrutura viária, densidade populacional, renda e vulnerabilidade social, o sistema possibilita identificar e mapear áreas mais suscetíveis aos efeitos das enchentes.

Estudo publicado em revista científica

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Journal of Hydrology: Regional Studies e têm o potencial de auxiliar autoridades na tomada de decisões sobre investimentos em prevenção de inundações. O professor José Rodolfo Scarati Martins, coordenador do estudo, explica que a pesquisa introduz uma abordagem inovadora para avaliar a resiliência de bacias hidrográficas urbanas, levando em consideração a distribuição temporal e espacial das chuvas.

Análise da bacia do Ribeirão dos Meninos

O estudo focou na bacia do Ribeirão dos Meninos, que integra a bacia do Rio Tamanduateí e abrange a cidade de São Paulo e municípios vizinhos. Essa bacia é frequentemente afetada por inundações, o que a torna um alvo de análise pertinente. Martins destaca que a área apresenta desafios devido à elevada urbanização e aos investimentos realizados em infraestrutura de drenagem.

Critérios de resiliência a inundações

Para mensurar a resiliência a inundações urbanas, os pesquisadores selecionaram indicadores como densidade populacional, renda per capita e vulnerabilidade social. Martins ressalta que esses fatores são cruciais, pois a vulnerabilidade social reflete a capacidade das comunidades de resistir e se recuperar de desastres. A renda per capita, por sua vez, indica o potencial de investimento e preparação para esses eventos.

A pesquisa produziu mapas que delimitam áreas suscetíveis a inundações em eventos severos, cruzando esses dados com os indicadores selecionados. Os resultados revelaram uma variação significativa na resiliência, que variou entre 0,27 e 0,84. Regiões próximas à nascente do ribeirão mostraram maior resiliência, enquanto áreas a jusante foram mais vulneráveis a chuvas intensas.

Martins conclui que as informações obtidas podem ser valiosas para a priorização de investimentos em infraestrutura, criação de sistemas de alerta e planejamento de ações de emergência. O trabalho foi realizado no Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da Poli e contou com a colaboração de uma equipe especializada em monitoramento hidrometeorológico.

Com informações de Sp

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