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Instituto Butantan registra aumento significativo nas exportações de soros em 2025

Com crescimento de quase 55%, Butantan amplia sua presença no mercado internacional de soros.

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O Instituto Butantan viu suas exportações de soros aumentarem em quase 55% entre 2024 e 2025, passando de 2.439 para 3.770 frascos enviados ao exterior. Esse crescimento é atribuído à melhoria na eficiência produtiva e a estratégias comerciais que buscam ampliar o número de clientes internacionais.

Crescimento na produção

Felipe Carvilhe, gerente das franquias de Influenza e Soros do Instituto, destaca que o atendimento ao Ministério da Saúde sempre foi uma prioridade, muitas vezes superando a capacidade produtiva. No último ano, houve um aumento na capacidade que possibilitou a expansão das vendas. Até então, as exportações eram predominantemente excedentes de lotes destinados ao ministério, com exceção do soro antidiftérico, que já possuía uma estratégia focada no mercado internacional.

Exportações para diversos países

Em 2025, o Instituto Butantan exportou quatro dos 12 tipos de soros que produz. O soro antidiftérico foi enviado a países como Espanha, Estados Unidos e Canadá, enquanto o antiaracnídico foi para a Holanda e Argentina. O soro antibotrópico e antilaquético, que trata picadas de jararaca e surucucu-pico-de-jaca, e o antielapídico, destinado ao veneno da coral-verdadeira, foram enviados para Trinidad e Tobago. O maior volume de exportação foi do soro antidiftérico, com aproximadamente 2.500 frascos, seguido pelo antibotrópico e antilaquético, com 1.000 ampolas.

Perspectivas futuras

De acordo com Carvilhe, o Instituto Butantan possui potencial para expandir ainda mais suas exportações. Embora os soros contra venenos de animais peçonhentos sejam mais utilizados em países da América do Sul, produtos como os soros antidiftérico e antitetânico possuem um apelo global devido à natureza das toxinas que combatem. Em 2026, por exemplo, o Butantan enviou soros antidiftéricos e antitetânicos para a Arábia Saudita pela primeira vez.

Mudanças no mercado global de soros também favorecem essa expansão, já que alguns fabricantes podem interromper a produção, criando oportunidades para novos fornecedores. No Brasil, a retomada da produção de certos soros por outras instituições permitirá ao Butantan atender melhor a demanda internacional. Durante o período em que essas instituições estavam ausentes, o Butantan supriu 100% da demanda nacional.

Felipe Carvilhe reforça que, anteriormente, a falta de capacidade impediu o atendimento a pedidos internacionais. Agora, com a demanda interna ajustada e processos mais eficientes, o Instituto está pronto para atender mais países. Além disso, investimentos em um novo Centro de Produção de Soros (CPS) estão programados para dobrar a capacidade produtiva a médio prazo, mantendo o compromisso com o Ministério da Saúde e ampliando a atuação internacional.

Com informações de Sp

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