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Caminha anuncia hasta pública para venda do ferry-boat Santa Rita de Cássia

Embarcação estava em operação entre Caminha e A Guarda e encontra-se desativada.

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'ferry-boat' de caminha em hasta púbica

O Município de Caminha lançou uma hasta pública para a venda do ferry-boat Santa Rita de Cássia, que realizava a travessia entre Caminha e A Guarda, na Galiza. A embarcação, que está desativada, encontra-se atualmente em estaleiros na Galiza e as propostas para sua aquisição podem ser enviadas até 27 de outubro.

Informações sobre a venda

A prefeitura informou que os interessados podem acessar o Programa de Procedimento e o Caderno de Encargos através do site oficial do Município de Caminha, nos Serviços de Atendimento da Câmara Municipal, no Centro Coordenador de Transportes de Vila Praia de Âncora e na plataforma Base.gov.pt.

Contexto da travessia

Em maio, a presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, mencionou que está em andamento um projeto para a operação de uma nova embarcação, com capacidade para 50 a 60 pessoas, para garantir a travessia do rio Minho até a Galiza. Silva destacou que, enquanto a construção de uma ponte internacional entre Caminha e La Guardia não é concretizada, será necessário estabelecer um meio de transporte adequado.

Ela também ressaltou que o funcionamento da nova embarcação pode depender do desassoreamento do rio, atualmente em fase de estudos e busca por financiamento. "Estaremos dependentes do desassoreamento, se bem que depende da embarcação que poderá vir para Caminha", afirmou.

Histórico do ferry-boat

O ferry-boat Santa Rita de Cássia iniciou suas operações em 1995, mas enfrentou diversas interrupções ao longo dos anos, seja por problemas mecânicos ou pelo assoreamento do canal de navegação. Em maio de 2022, a travessia foi suspensa devido a questões no cais galego, que impediam a atracação, e, apesar da resolução desse problema, o assoreamento impediu que a embarcação voltasse a operar.

A presidente da Câmara confirmou que o antigo ferry não retornará ao funcionamento, explicando que o custo estimado para reparos seria de 1,4 milhões de euros, um valor considerado insustentável para as finanças do município.

Atualmente, existem cinco pontes ligando o distrito de Viana do Castelo à Galiza, e Caminha é o único município da região que depende do transporte fluvial para conectar-se ao país vizinho.