Universidade do Minho desenvolve sistema de IA para irrigação de olivais
Uma equipe da Escola de Ciências da Universidade do Minho está criando um sistema de inteligência artificial (IA) para analisar e prever as necessidades hídricas dos olivais. O projeto, que visa melhorar a eficiência da irrigação, está em desenvolvimento até 2028.
Funcionamento do sistema
De acordo com a universidade, o sistema utiliza dados de sensores instalados no solo, que monitoram a umidade e as condições climáticas, para sugerir o momento e a quantidade ideal de água a ser liberada pelo sistema de irrigação gota-a-gota.
Os agricultores poderão gerenciar tudo por meio de um aplicativo, acessível em dispositivos móveis e computadores. Mesmo sem a instalação de sensores, será possível receber recomendações com base em informações coletadas de estações meteorológicas e imagens de satélite.
Impacto das alterações climáticas
As oliveiras têm enfrentado desafios devido às mudanças climáticas e longos períodos de seca, o que pode comprometer sua produção e qualidade. A universidade destaca que o novo sistema permitirá aos agricultores prever as necessidades hídricas, elaborar planos de irrigação eficientes e entender melhor os nutrientes necessários para as plantas, contribuindo para uma produção mais sustentável.
Cecília Coelho, coordenadora do projeto no Centro de Matemática da ECUM, explica: 'Quem não quiser adquirir os sensores poderá utilizar o software, pois uma estação atmosférica local será instalada'.
Parcerias e financiamento
O projeto conta com a colaboração de parceiros como a Associação de Agricultores do Vale da Vilariça e a empresa Sementinteligente. O financiamento totaliza 280 mil euros, proveniente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação 'la Caixa' e dos parceiros envolvidos.
Atualmente, a equipe já coletou dados em uma propriedade na localidade de Vilarelhos, no Vale da Vilariça. As informações obtidas, seja por sensores, satélites ou modelos de IA, serão disponibilizadas online, com a expectativa de que o sistema possa ser expandido para outras regiões de Portugal e da Espanha.
O objetivo final é tornar a produção de azeitonas mais eficiente, beneficiando não apenas os agricultores, mas também as economias locais e os consumidores.

