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PS de Guimarães critica nomeações de ex-dirigentes do PSD na câmara Municipal
Partido Socialista questiona legalidade e ética das nomeações feitas por Ricardo Araújo.
O Partido Socialista (PS) de Guimarães manifestou, nesta terça-feira, sua preocupação com as recentes nomeações feitas pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo. O partido alega que ex-dirigentes do PSD foram promovidos a cargos de direção técnica sem a realização de concursos públicos, levantando questões legais e éticas sobre o processo.
Nomeações em regime de substituição
Em comunicado, o PS destacou que a escolha de André Sousa Casalta, que possui um histórico político no PSD, para o cargo de diretor municipal de Planejamento, Desenvolvimento do Território e Turismo, e de Tiago Laranjeiro, ex-dirigente da JSD, para diretor do Departamento de Investimento, Inovação, Economia e Turismo, foi realizada sem a devida transparência. O partido considera a utilização do regime de substituição como uma medida excepcional, não devendo ser aplicada de forma a contornar os princípios de mérito e igualdade.
Resposta da câmara Municipal
A Câmara de Guimarães, por sua vez, defendeu que a reestruturação da administração municipal foi realizada seguindo rigorosamente a legislação. Em resposta ao PS, o município afirmou que a criação de novas unidades orgânicas tem como objetivo atender às demandas do concelho e que a continuidade dos serviços públicos não pode ser comprometida. A autarquia ressaltou a necessidade de designações em regime de substituição para evitar atrasos significativos que concursos públicos poderiam causar.
O município garantiu que todas as nomeações feitas em regime de substituição serão posteriormente submetidas a concursos públicos, respeitando os prazos e critérios estabelecidos por lei. A Câmara se comprometeu ainda a garantir a transparência e a avaliação rigorosa dos processos de seleção, que estarão disponíveis para escrutínio público.
Questões éticas em debate
O PS de Guimarães destacou que a promoção de indivíduos diretamente ligados ao presidente da Câmara para cargos técnicos gera preocupações éticas. A nota do partido enfatiza que o acesso a tais posições deve ser pautado por critérios objetivos e procedimentos transparentes, assegurando que a administração pública mantenha sua imparcialidade e autonomia, independentemente das influências políticas.
O debate em torno das nomeações continua, com o PS enfatizando que a questão não é a filiação partidária em si, mas a necessidade de garantir que o processo de recrutamento seja justo e fundamentado. As próximas ações da Câmara e as respostas do PS serão observadas com atenção pelos munícipes.