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PS confirma abstenção no Orçamento para evitar precipício político
Partido Socialista busca garantir estabilidade política ao viabilizar o OE2027 sem surpresas.

O Partido Socialista (PS) anunciou sua intenção de se abster na votação do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), com o objetivo de evitar uma crise política no país. O dirigente do PS, André Moz Caldas, destacou que a abstenção é uma medida para não empurrar o país para um "precipício político", enfatizando que mudanças no sentido de voto só ocorrerão caso surjam "medidas surpresa" na proposta do Governo.
Compromisso com a estabilidade
Durante uma coletiva após a reunião do Secretariado Nacional do partido, Moz Caldas afirmou que o orçamento atual não corresponde ao que o PS apresentaria se estivesse no governo, mas que o compromisso do partido é com a estabilidade do país. "Entendemos que o país não deve, a 01 de janeiro de 2027, entrar em duodécimos", declarou, reiterando a importância da aprovação do OE2027 para evitar uma instabilidade política indesejada.
Possibilidade de revisão
O dirigente socialista também respondeu a perguntas sobre a antecipação da abstenção antes da apresentação oficial da proposta do Governo ao Parlamento. Ele ressaltou que, caso o OE2027 contenha medidas que comprometam as posições do PS, o partido poderá reconsiderar sua posição. Contudo, ele não vê indícios de que isso ocorra, reafirmando que o PS está comprometido com seu compromisso público.
Expectativas do governo
Na semana anterior, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, já havia manifestado a intenção do partido de se abster na votação, elogiando as respostas do primeiro-ministro, Luís Montenegro, às preocupações levantadas pelo PS. Carneiro destacou que a decisão se baseou em sinais positivos do Governo e na disposição de dialogar sobre as questões constitucionais.
O chefe de Estado, António José Seguro, também se pronunciu sobre a importância de um entendimento entre partidos e outras entidades sociais para o desenvolvimento do país. Em seu discurso no Dia da República, ele elogiou o esforço do Governo e do PS em buscar um consenso para a aprovação do Orçamento, desejando que outros partidos se unam a esse esforço.







