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Ordem dos Advogados celebra condenação de Luís Rufo por exercício ilegal da advocacia
Representante da Ordem destaca que a pena aplicada poderia ter sido mais severa.
A Ordem dos Advogados expressou satisfação com a condenação de Luís Rufo, que atuou como advogado por 30 anos com base em documentos falsificados, conforme determinação do Tribunal de Braga. O caso revela a gravidade do exercício ilegal da profissão e a importância da atuação da Ordem na proteção da integridade da advocacia.
Reação da Ordem dos Advogados
Após a decisão do Tribunal de Instância Criminal de Braga, o advogado Martins Marques, representante da Ordem dos Advogados no Conselho Regional do Porto, comentou que a condenação de Rufo, por 141 crimes de usurpação de funções, poderia ter sido mais rigorosa. Ele destacou que a pena imposta está dentro da moldura legal, mas considerou que a gravidade das ações de Rufo justificaria uma sanção mais severa.
Importância da formação na advocacia
Martins Marques salientou a necessidade de que apenas profissionais habilitados exerçam a advocacia, enfatizando que o exercício dessa profissão requer formação adequada e aprovação em testes específicos. "Para se exercer esta nobre profissão de advogado, é preciso estudar, passar em todos os testes, protegendo-se todos os cidadãos", afirmou.
O advogado também mencionou que a Ordem tem se empenhado em combater práticas ilegais, como a advocacia ilícita, com o objetivo de proteger a credibilidade do sistema de justiça e assegurar que os cidadãos sejam atendidos por profissionais devidamente qualificados.
Decisão do tribunal
Luís Rufo foi condenado a uma pena de dez meses de prisão, com a execução suspensa por dois anos, o que significa que ele não cumprirá a pena na prisão, desde que não cometa novas infrações durante o período de suspensão. Este veredicto representa um passo importante no combate à prática de advocacia sem a devida formação e credenciamento.
A Ordem dos Advogados, ao longo dos anos, tem atuado de forma proativa na identificação e combate a esses casos, buscando garantir que todos os cidadãos tenham acesso a uma defesa legal adequada e de qualidade, reforçando a importância da ética e da legalidade na profissão.