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Noite Branca em Braga gera impacto de 11 milhões de euros na economia local
Evento atrai visitantes e impulsiona consumo, evidenciando sua importância para a cidade.
A Noite Branca de Braga, realizada em 2026, resultou em um volume de negócios de 55,48 milhões de euros, com um impacto econômico estimado em 11,25 milhões de euros em comparação aos períodos normais do ano. A informação foi divulgada em um estudo elaborado pela Associação Empresarial de Braga (AEB), que analisou os pagamentos eletrônicos realizados entre 31 de agosto e 06 de setembro.
Atração de consumidores de fora
De acordo com a AEB, um dos dados mais significativos do estudo é que 91,4% do aumento no valor transacionado se originou de cartões emitidos fora de Braga. Esse dado demonstra a capacidade da Noite Branca de atrair consumidores de diversas regiões. O gasto associado a cartões de fora da cidade alcançou 25,42 milhões de euros, representando um crescimento de 21,3% em relação a 2025.
Daniel Vilaça, presidente da AEB, ressaltou a importância do evento como um investimento na capacidade de Braga em atrair consumo e gerar receita para os negócios locais. Ele afirmou: "Mais de 90% do crescimento do consumo na semana da Noite Branca veio de fora de Braga. O valor que os grandes eventos conseguem deixar na economia local deve ser um dos critérios para avaliar o seu retorno."
Consumo por regiões e países
Os cartões de Braga representaram a maior parte do consumo, com 54,2% do total transacionado. Cartões de outras regiões portuguesas corresponderam a 38,7% e cartões estrangeiros a 7,1%. Comparado a 2025, essas categorias registraram crescimentos de 22,8% e 13,8%, respectivamente. Entre os municípios que mais contribuíram para o consumo estiveram Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, responsáveis por 11,9%, 9% e 8,3% da despesa de fora de Braga.
No que diz respeito ao consumo internacional, a França foi o país que mais gastou, representando 28,4%, seguida por Espanha (12,3%) e Estados Unidos (7,9%). Os Estados Unidos se destacaram com um aumento de 57,5% e um gasto médio de 54,49 euros por transação.
Enriquecimento cultural do evento
Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, enfatizou que a Noite Branca não se resume apenas a números, mas também ao fortalecimento da dimensão cultural do evento. Ele afirmou que a próxima edição continuará a priorizar a qualidade e a conexão com os artistas locais, destacando que a programação diversificada tem atraído novos públicos e oferecido novas experiências na cidade.
A reabertura do Museu da Imagem foi um destaque, assim como as novas ofertas nas áreas de cinema, jazz e performances artísticas. A prefeitura de Braga concluiu que a programação de domingo trouxe benefícios significativos ao comércio local, reafirmando o caráter popular e cultural da Noite Branca.