Instituto da segurança social investiga irregularidades em lar de Viana do Castelo
O Instituto da Segurança Social (ISS) anunciou que está realizando uma investigação ao Centro Social Paroquial de Barroselas, em Viana do Castelo. O processo foi iniciado a partir de uma denúncia recebida, que levantou preocupações sobre a gestão da instituição.
Denúncias graves
Em declarações à Lusa, Ricardo Barbosa, ex-presidente do conselho fiscal, apontou indícios de gestão inadequada, assédio laboral e falta de funcionários. Ele destacou que a instituição, que atende mais de 80 idosos, tem enfrentado dificuldades sérias na prestação de cuidados adequados e na conformidade com seus estatutos.
Barbosa expressou sua preocupação com a destinação de recursos financeiros, informando que desde 2018, mais de 833 mil euros foram utilizados, incluindo a venda de um apartamento por um valor muito abaixo do mercado. "Atualmente, a instituição está numa situação extremamente delicada", afirmou.
Fiscais em ação
A equipe do ISS está em fase de instrução do processo, realizando diligências que vão além da simples coleta de documentação. A última fiscalização ocorreu em 3 de outubro, abrangendo a análise de órgãos sociais, contabilidade e o funcionamento geral da instituição.
Além disso, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) também verificou a situação da instituição na semana passada, identificando problemas relacionados aos horários de trabalho e a falta de consulta aos colaboradores sobre alterações nas escalas.
Mudanças na direção
Recentemente, a Diocese de Viana do Castelo exonerou a direção da instituição, nomeando uma nova comissão administrativa. A Diocese afirmou que está ciente das denúncias e que tem ouvido todas as partes envolvidas para resolver a situação e restabelecer o funcionamento normal do lar.
Ricardo Barbosa, que também foi exonerado, questionou a continuidade da comissão administrativa, que mantém vários membros da antiga direção. A Diocese, por sua vez, afirmou que respeita a autonomia das instituições competentes e confia que os procedimentos em andamento levarão ao esclarecimento dos fatos.
Enquanto isso, a Lusa aguarda resposta da ACT sobre as questões levantadas.

