Fesap defende aumento de salário mínimo da administração pública para 2027
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Fesap defende aumento de salário mínimo da administração pública para 2027

Fyno Setembro 15, 2026 2 min read

O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) afirma que a remuneração na função pública deve ser aumentada, indo além dos 1.030 euros previstos para o próximo ano. A análise ocorre em meio a uma conferência de imprensa realizada na sede da Fesap, em Lisboa, onde será apresentado um caderno reivindicativo para 2027.

Reivindicações salariais

Os detalhes das reivindicações salariais serão divulgados durante o evento. Entretanto, José Abraão, em declarações à Lusa, destacou que a base remuneratória da administração pública deve "continuar a ser aumentada, afastando-se naturalmente do salário mínimo nacional".

Ele mencionou que o acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, que foi reforçado no ano passado, é considerado um acordo de "mínimos" e foi assinado em um contexto econômico diferente do atual. Abraão enfatizou que a inflação, que pode ultrapassar os 3% este ano, impacta diretamente o poder de compra dos trabalhadores.

Expectativa de aumento

O acordo atual prevê aumentos salariais de 2,3%, com um mínimo de 60,52 euros. Caso esse aumento seja cumprido, a base remuneratória da administração pública aumentará de 934,99 euros para 995,51 euros em 2027. No entanto, Abraão ressalta que isso ainda seria insuficiente diante da realidade econômica enfrentada pelos trabalhadores.

"Não faz sentido dizer às pessoas que, com uma inflação provavelmente acima de 3%, elas devem continuar a perder salário. Isto não pode ser", afirmou o secretário-geral da Fesap, reforçando a necessidade de revisar os valores propostos.

Subsídio de refeição

Além dos salários, o secretário-geral mencionou o subsídio de refeição, atualmente fixado em 6,15 euros, que deve aumentar em 15 cêntimos por ano até 2029. Ele indicou que a Fesap pode solicitar um aumento maior ao Governo.

Por fim, o acordo atual contém uma cláusula que permite a reavaliação dos valores durante o processo de negociação coletiva anual, que acontece a partir de setembro ou outubro, caso ocorram "alterações substanciais" nas condições econômicas.

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