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Presidente destaca importância da cultura para valorização do interior do país
António José Seguro ressalta que desvalorização do interior empobrece Portugal em discurso em Vila Real.

O Presidente da República, António José Seguro, enfatizou hoje, em Vila Real, a necessidade de valorizar a cultura como forma de dar visibilidade aos territórios. Durante seu discurso, ele alertou que um país que negligencia o interior acaba se empobrecendo.
Cultura e desenvolvimento territorial
Seguro afirmou que a cultura desempenha um papel crucial no desenvolvimento das comunidades, pois mobiliza as pessoas, atrai visitantes e impulsiona a economia. "A cultura tem neste caminho um papel decisivo. Dá visibilidade aos territórios e transmite às novas gerações o sentido de pertença", destacou ele na Casa de Mateus.
A visita começou em Chaves, onde o Presidente conheceu o museu Nadir Afonso, projetado pelo arquiteto Siza Vieira, e concluiu com a cerimônia de entrega do prêmio D. Diniz à escritora Djaimilia Pereira de Almeida, em Vila Real. Ele mencionou que estar em Trás-os-Montes é reconhecer a importância do interior como parte vital da história, cultura e economia de Portugal.
Investimento no interior é prioridade
António José Seguro reforçou que investir no interior é fundamental para ampliar as oportunidades e fortalecer a coesão nacional. "Portugal precisa transformar esta convicção numa prioridade permanente. Mobilizar o Estado, as autarquias, as universidades, as empresas e a sociedade civil é essencial para que cada território possa desenvolver suas potencialidades", afirmou.
Ele ainda acrescentou que um país mais coeso é aquele onde o código postal não limita as oportunidades e onde a distância aos centros urbanos não impede o acesso a direitos e participação na vida nacional. A visita a Trás-os-Montes foi uma oportunidade para reafirmar que o futuro de Portugal depende da valorização do interior.
Premiação e reconhecimento
Durante a cerimônia, o Presidente elogiou a obra de Djaimilia Pereira de Almeida, que recebeu um prêmio reconhecendo sua contribuição literária. Nascida em Luanda em 1982, a autora estreou em 2015 com o romance "Esse Cabelo". Em sua fala, Djaimilia dedicou o prêmio ao marido, destacando seu apoio incondicional ao longo de sua carreira.
O prêmio D. Diniz, que conta com o apoio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, totaliza 7.500 euros e teve como júri Fernando Pinto do Amaral, Pedro Mexia e Mário Cláudio. A diretora da Fundação da Casa de Mateus, Teresa Albuquerque, aproveitou a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, para agradecer o apoio contínuo do ministério ao prêmio.







