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Carneiro rejeita ‘leilão’ em resposta à crise e Ventura critica hipocrisia do PS
Debate no Parlamento termina com reprovação de propostas para conter aumento do custo de vida.
O líder do PS, José Luís Carneiro, rejeitou hoje a ideia de um "exercício de leilão" em relação às soluções para a crise que enfrenta o país. Durante um debate no Parlamento, promovido pelo Chega, todas as 14 propostas apresentadas para mitigar o aumento do custo de vida foram rejeitadas.
Críticas ao governo e ao Chega
Ao final do debate, Carneiro criticou a "indiferença e a insensibilidade" do Governo, além de apontar a "demagogia e o populismo" do Chega. O secretário-geral do PS foi instado por André Ventura, presidente do Chega, a aprovar suas propostas em troca da viabilização de um projeto de resolução socialista.
"Não estamos num exercício de leilão. É um exercício de seriedade, de responsabilidade. No dia em que formos com o estado a 'leilão', quem sofrerá serão os mais frágeis", declarou Carneiro, enfatizando a necessidade de agir rapidamente.
Propostas rejeitadas e críticas da oposição
Durante o debate, Carneiro reafirmou a urgência de medidas do Governo e pediu ações imediatas, em vez de esperar por janeiro. Ele explicou que a separação de poderes é fundamental para as democracias liberais, afirmando que o PS não se substituiu ao Governo neste contexto.
Ventura, ao encerrar o debate, fez um apelo ao PS para aprovar suas propostas, que incluíam a redução do IVA dos combustíveis e a isenção desse imposto para alguns alimentos essenciais. "Se não o fizer, é porque não sabe mudar e é o partido hipócrita que sempre foi da democracia portuguesa", criticou.
Visões divergentes sobre o custo de vida
André Ventura argumentou que o Parlamento deveria priorizar as necessidades da população. Por sua vez, Bruno Ventura, do PSD, apresentou críticas ao Chega, alegando que as propostas causariam um buraco financeiro significativo, sem apresentar cortes de despesas ou aumentos de impostos.
Mariana Leitão, da IL, também criticou a ineficácia das propostas de Ventura, questionando se elas realmente beneficiariam os cidadãos a curto prazo. Jorge Pinto, do Livre, atribuiu parte da responsabilidade pela crise ao Governo e ao Chega, enquanto Alfredo Maia, do PCP, destacou que a situação se agrava devido a interesses poderosos. João Almeida, do CDS-PP, acusou a oposição de buscar benefícios eleitorais com suas propostas.






