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BE prevê derrota da lei do despejo semelhante à da lei laboral

José Manuel Pureza, do BE, afirma que a mobilização popular pode barrar a nova legislação sobre arrendamento.

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Be considera que lei do despejo terá o mesmo fim da lei laboral

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, declarou que a lei do arrendamento urbano, que gerou protestos no Porto, não será aprovada, assim como ocorreu com a Lei Laboral. A manifestação, que começou na Praça D. João I, reuniu mais de duas mil pessoas no final da tarde de hoje.

Protestos e reivindicações

Durante a manifestação, Pureza destacou que a mobilização é uma resposta à falta de ação em relação ao direito à habitação. Ele criticou aqueles que tentam desviar o foco da discussão sobre habitação, afirmando: "O que as pessoas exigem que nós discutamos é o direito à habitação de todas as pessoas." O dirigente enfatizou a crescente dificuldade enfrentada por quem paga aluguel ou prestações de imóvel, que têm pesado no orçamento familiar.

Pureza também fez um apelo pela pacificidade nas manifestações, ressaltando que é essencial que elas permaneçam tranquilas para que o debate sobre a legislação habitacional possa ser ampliado. O líder do BE criticou os partidos que apoiaram a lei que facilita despejos e aumento de aluguéis, afirmando que isso revela uma falta de compromisso com as necessidades da população.

Conflito com a polícia

O movimento pela habitação no Porto, que tem se mobilizado contra a nova legislação, relatou uma intervenção policial que resultou em ferimentos para 39 manifestantes, com dois deles em estado grave. Entre os feridos, havia pessoas com deficiência, e alguns participantes precisaram de atendimento hospitalar.

Os protestos incluem demandas por uma série de mudanças, como a revogação da lei das rendas, o fim dos despejos e a criação de mais habitação pública. O grupo denunciou a atuação da polícia como desproporcional e injustificada, destacando que, desde o início, a manifestação se manteve pacífica.

Próximos passos do movimento

Na quarta-feira, durante uma assembleia, os manifestantes decidiram continuar a luta, optando por dormir em tendas na Praça D. João I. Apesar da retirada das tendas pela Polícia Municipal, que alegou a ocupação indevida do espaço público, o grupo manteve a determinação de protestar, com planos de expandir as mobilizações para outras cidades, incluindo Lisboa.

O presidente da Câmara do Porto lamentou os incidentes e justificou a ação policial como necessária diante da resistência dos manifestantes. A situação continua a evoluir, enquanto o movimento reafirma suas reivindicações e busca soluções para a crise habitacional.