Balançuela Segundo, rebocador histórico, será restaurado em Viana do Castelo
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Balançuela Segundo, rebocador histórico, será restaurado em Viana do Castelo

Fyno Setembro 16, 2026 3 min read

A embarcação histórica "Balançuela Segundo", que atuou como rebocador em Viana do Castelo por muitas décadas, foi doada à Câmara Municipal, que agora se compromete a restaurá-la e expô-la em um local público. O objetivo é transmitir às futuras gerações a rica história do porto e das pessoas que nele trabalharam.

Doação aprovada pela câmara

Em comunicado enviado à imprensa, a autarquia informou que a doação foi aprovada durante uma reunião ordinária do executivo municipal, realizada na terça-feira. O contrato de doação será formalizado entre a TINITA – Transportes e Reboques Marítimos, S.A., empresa com sede em Viana do Castelo, e o Município.

A TINITA é uma empresa que fornece serviços marítimos, incluindo reboques portuários e oceânicos, além de atividades de salvamento e combate à poluição das águas. O "Balançuela Segundo" foi construído na Alemanha em 1908 e adquirido pela TINITA em 1969, tendo iniciado suas operações no Porto de Lisboa antes de ser transferido para Viana do Castelo.

Importância histórica da embarcação

Ao longo de sua trajetória no Porto de Viana do Castelo, o "Balançuela Segundo" apoiou a movimentação de inúmeros navios, tornando-se um símbolo da memória e da paisagem portuária local. Sua história está intimamente ligada ao desenvolvimento econômico e social da cidade, refletindo a forte identidade marítima da região.

De acordo com a Capitania do Porto de Viana do Castelo, o "Balançuela Segundo" não possui um Certificado de Navegabilidade válido desde 2012, o que impede sua navegação. Contudo, a embarcação é considerada um testemunho material significativo da história marítima da cidade, sendo sua preservação de interesse patrimonial e cultural.

Planos para restauração e exposição

O Município de Viana do Castelo planeja, em uma fase futura, promover a reabilitação do "Balançuela Segundo" e instalá-lo em um espaço público adequado, preferencialmente próximo ao mar. Essa iniciativa visa manter viva a conexão da embarcação com a cidade e o porto onde atuou por tanto tempo.

Além disso, a preservação do "Balançuela Segundo" poderá contribuir para o fortalecimento da identidade marítima de Viana do Castelo, servindo como um novo elemento de valorização cultural e turística, e ajudando a contar a história do porto e das pessoas que nele trabalharam.

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