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Alto Minho realiza diagnóstico do património arqueológico da região
Projeto de valorização cultural conta com investimento de mais de 240 mil euros.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho está desenvolvendo um diagnóstico do patrimônio arqueológico local, parte de um projeto de valorização cultural com um investimento superior a 240 mil euros. A iniciativa foi anunciada recentemente e tem previsão de conclusão para junho de 2027.
Projeto Habitat Cultural do Alto Minho
Em contato com a agência Lusa, representantes da CIM, sediada em Ponte de Lima, explicaram que o projeto, intitulado 'Habitat Cultural do Alto Minho', é financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2030. Além do diagnóstico, a iniciativa inclui outras ações voltadas para a valorização cultural e patrimonial da região.
Atualmente, a primeira fase do projeto está em andamento, envolvendo os 10 municípios da região do Alto Minho. O objetivo é proporcionar uma visão abrangente das coleções arqueológicas existentes e criar uma base de conhecimento que favoreça sua preservação e gestão.
Levantamento e inventariação do patrimônio
O diagnóstico incluirá o levantamento e a catalogação do patrimônio arqueológico presente nos museus municipais e centros de interpretação, além de peças que possam estar em reservas externas ou outras instituições. Esse estudo permitirá caracterizar as coleções, avaliar seu estado de conservação e as condições de armazenamento.
A CIM do Alto Minho ressalta que a informação coletada será fundamental para atualizar o Endovélico, um sistema de informação e gestão arqueológica. Isso contribuirá para uma gestão mais eficiente do patrimônio arqueológico na região.
Polo Arqueológico em Viana do Castelo
Outro ponto importante do projeto é a construção do Polo Arqueológico do Alto Minho em Viana do Castelo, que atenderá os 10 municípios da região. Com um investimento estimado em mais de 1,2 milhões de euros, a conclusão da obra está prevista para 2028. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou que essa iniciativa é um desafio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para integrar a rede de polos arqueológicos da região.
A CIM acredita que o conhecimento sistematizado do patrimônio arqueológico ajudará a formular futuras estratégias de conservação e valorização, promovendo a acessibilidade e o envolvimento das comunidades locais e do público em geral.
O levantamento do espólio arqueológico visa consolidar o Alto Minho como um território de referência cultural, reforçando sua identidade através do patrimônio material e imaterial, das tradições locais e da sustentabilidade ambiental.