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Debate sobre orçamento gera troca de ironias entre Raimundo e Montenegro
Luís Montenegro nega que tenha habilidades de dança após críticas de Paulo Raimundo

Durante o debate quinzenal, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, elogiou os "dotes de bailarino" do primeiro-ministro, referindo-se à sua habilidade de navegar entre diferentes partidos, enquanto Luís Montenegro, líder do PSD, rejeitou a comparação, afirmando não ter "jeitinho nenhum" para a dança.
Críticas ao Orçamento do estado
A discussão sobre as habilidades de dança surgiu no contexto da proposta do Governo para o Orçamento do Estado de 2027. Raimundo criticou o primeiro-ministro por apresentar um orçamento que, segundo ele, desprotege as famílias em meio ao aumento do custo de vida, beneficiando, por outro lado, grupos económicos com cortes de impostos e outras vantagens fiscais.
Em sua defesa, o primeiro-ministro destacou que, desde 2024, os salários líquidos dos trabalhadores aumentaram 15%, o que equivale a mais dois salários. Ele também ressaltou que, durante os 920 dias de sua gestão, não houve aumento de impostos.
Respostas irônicas e contrapontos
Após a argumentação do primeiro-ministro, Raimundo usou ironia para responder. Ele afirmou que o primeiro-ministro realmente é um "bailarino", mencionando o seu comportamento em aprovar leis em parceria com o Chega e em concordância com o PS, caracterizando este Orçamento como um "frete ao capital" e uma "desgraça para o país".
Raimundo enfatizou que, enquanto o Governo se movimenta em sua dança política, são os trabalhadores, a juventude, os pequenos empresários e os reformados que acabam arcando com as consequências. O primeiro-ministro, por sua vez, rebateu a crítica, afirmando: "Se há coisa para a qual não tenho jeitinho nenhum é para dançar".
Impacto do debate
Esse embate destaca as divergências entre os partidos em relação à gestão econômica e às políticas fiscais do Governo, refletindo as tensões existentes no cenário político atual. A ironia e o debate acalorado entre os líderes partidários marcam um momento importante na discussão sobre o futuro econômico do país.







