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Governo anuncia apoio de 12 milhões de euros a viticultores do Douro
Medida visa mitigar crise na viticultura e apoiar produtores que não conseguiram vender suas uvas.

O Governo português destinará 12 milhões de euros aos viticultores da Região Demarcada do Douro que enfrentam dificuldades para vender sua colheita. A medida, aprovada durante uma reunião do Conselho de Ministros, busca aliviar os impactos da crise na viticultura local.
Como funciona o apoio?
Os viticultores interessados em acessar o apoio extraordinário devem se inscrever até esta segunda-feira, por meio de uma plataforma online disponibilizada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP). O regime, que tem validade para a campanha vitivinícola de 2026/2027, se aplica às áreas de vinha que forem total ou parcialmente deixadas sem colheita.
O apoio é classificado como uma subvenção não reembolsável e beneficiará tanto pessoas físicas quanto jurídicas que atuam como viticultores na região. Os valores serão pagos pelo IVDP, levando em consideração a quantidade de uvas não colhidas.
Críticas e reações
A Casa do Douro, entidade que representa os viticultores, afirmou que a medida, embora não ideal, é uma solução possível. A organização defendeu que uma alternativa mais eficaz seria a destilação das uvas excedentes, similar ao que foi feito no ano anterior, o que poderia ajudar a integrar esses produtos na produção de vinho do Porto.
Por outro lado, a Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro) criticou a ação do Governo, apontando que a compensação oferecida não resolve o problema do escoamento das uvas. A associação argumentou que a proposta não foi aprovada pelo Conselho Interprofissional do IVDP, o que indica falta de consenso sobre a eficácia da medida.
Contexto da crise vitivinícola
A crise na viticultura do Douro se acentuou com a dificuldade de muitos viticultores em obter um preço justo por suas uvas. Durante anos, produtores têm denunciado situações em que são forçados a entregar suas colheitas sem saber o valor que receberão, o que impacta diretamente sua sustentabilidade econômica.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) também manifestaram suas preocupações. A CNA enfatizou que o apoio não substitui as reformas estruturais que a região necessita, enquanto a CAP alertou para a pressão do mercado nacional em razão da entrada de vinhos espanhóis a preços baixos.
Com isso, a situação dos viticultores da região continua a ser uma questão crítica, exigindo atenção e soluções mais abrangentes para garantir a viabilidade do setor.







