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Construção alerta sobre riscos das altas do gasóleo para empreitadas
Setor pede medidas urgentes do governo para conter impacto no custo das obras.
A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN) expressou preocupação com o aumento do preço do gasóleo, afirmando que essa situação pode comprometer a execução de empreitadas. A entidade solicitou ao governo a adoção de medidas urgentes para mitigar os efeitos dessa escalada de custos.
Impacto do aumento do gasóleo
A AICCOPN destacou que o preço médio do gasóleo simples subiu 30,4% no último ano, o que impacta diretamente os custos das empresas do setor. O comunicado alerta que a construção depende fortemente de máquinas e transporte rodoviário de materiais, tornando a situação ainda mais crítica.
Demandas por intervenção governamental
A associação enfatizou a necessidade de intervenção governamental, solicitando, entre outras medidas, a ampliação do regime do gasóleo profissional para o setor da construção. A AICCOPN também propôs a redução temporária do IVA do gasóleo de 23% para 13% e a diminuição do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), a fim de equilibrar a carga fiscal em relação a Espanha.
Consequências para o setor
Além das medidas fiscais, a AICCOPN pediu um reforço nos mecanismos de revisão de preços, permitindo que os contratos em execução reflitam mais rapidamente os aumentos dos custos. A associação também alertou o Presidente da República sobre a urgência do problema e os riscos que a manutenção dessa trajetória de preços representa para a economia e para a execução de obras.
A AICCOPN ressaltou que a situação não diz respeito apenas aos custos diretos das empresas, mas também à capacidade de garantir a continuidade e a pontualidade das obras, que são essenciais para o investimento e o desenvolvimento econômico do país.
Concluindo, a associação advertiu que, sem medidas de mitigação, o aumento dos combustíveis poderá comprometer a sustentabilidade das empreitadas e a capacidade das empresas de cumprir com os contratos, o que impactaria a execução de investimentos públicos e privados.