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Cerca de 200 pessoas protestam em Braga contra aumento do custo de vida

Manifestação organizada por movimentos estudantis destaca dificuldades enfrentadas por jovens e famílias.

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No último sábado, aproximadamente 200 pessoas participaram de uma manifestação em Braga, promovida pelo Movimento Dignidade Académica em parceria com o Movimento Já Não Dá Mais. O ato foi uma resposta ao aumento do custo de vida e às dificuldades enfrentadas por estudantes, jovens e suas famílias.

Principais reivindicações dos manifestantes

Os participantes da manifestação destacaram a carência de alojamento acessível e a necessidade de muitos estudantes equilibrar o trabalho com os estudos. Além disso, foi ressaltado o crescente esforço econômico das famílias para manter seus filhos no ensino superior, especialmente em um cenário de aumento das despesas.

Durante o protesto, houve críticas ao anúncio do Governo sobre o descongelamento e o aumento das propinas no próximo Orçamento do Estado. Os manifestantes consideram que essa medida apenas intensifica as desigualdades e dificulta o acesso e a permanência no ensino superior para alunos de contextos econômicos mais vulneráveis.

Desigualdades no acesso ao ensino superior

O movimento enfatizou que, na primeira fase de acesso ao ensino superior, apenas 3% dos alunos colocados vieram de situações econômicas desfavorecidas. Isso evidencia que as desigualdades iniciam muito antes da entrada na universidade, refletindo um problema sistêmico que precisa ser abordado.

Além das questões relacionadas ao ensino, a manifestação também denunciou as dificuldades enfrentadas por aqueles que, após a formação, não conseguem encontrar estabilidade profissional. O descontentamento foi ampliado pelos relatos de trabalhadores que, mesmo com emprego, não conseguem arcar com as despesas mensais, incluindo o pagamento de aluguéis.

O futuro e a continuidade da luta

A manifestação em Braga não apenas destacou os desafios atuais, mas também serviu como um chamado à ação para que as autoridades considerem as dificuldades enfrentadas por estudantes e jovens trabalhadores. O movimento promete continuar a luta por melhores condições de vida e acesso ao ensino superior, unindo vozes contra as desigualdades.

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