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Criadores de gado protestam em Arcos de Valdevez contra ataques de lobos

Produtores exigem medidas efetivas do Governo e indenizações justas após perdas com ataques.

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Cerca de dez criadores de gado da região Norte de Portugal se reuniram hoje em Arcos de Valdevez para exigir do Governo ações concretas contra os ataques de lobos e indenizações adequadas pelos animais perdidos. O protesto ocorreu em frente à Casa das Arcos, onde um fórum sobre pastorícia extensiva reúne mais de 200 participantes.

Demandas dos criadores de gado

O porta-voz da União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos (UPGALL), Orlando Gonçalves, expressou a insatisfação dos criadores, afirmando: "Estamos fartos de canções, queremos ações. O senhor ministro da Agricultura tem-se esforçado na conversa, mas nós não queremos conversa, nós queremos ações." Durante o ato, foram exibidos cartazes com frases como "Não estamos disponíveis para viver de indemnizações" e "O lobo é um parasita psicopata, sanguinário que não tem lugar em nosso território."

Gonçalves destacou a importância do gado autóctone, que considera um patrimônio genético vital, sendo devorado pelos lobos. Ele criticou a situação, afirmando que a alimentação humana está sendo desviada para um predador que não contribui para o ecossistema.

Resposta do governo

Em resposta às preocupações dos criadores, o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, lembrou que o lobo é uma espécie protegida, mas enfatizou que os produtores não devem ser abandonados. Ele mencionou o programa Alcateia, que visa a conservação do lobo e a mitigação dos danos causados, com um orçamento anual de cerca de um milhão de euros durante dez anos.

Esteves também destacou que as indenizações para os criadores foram significativamente aumentadas, com valores que podem ter duplicado ou até triplicado, embora reconheça que isso ainda possa não ser suficiente para atender a todas as demandas. Além disso, o secretário de Estado afirmou que medidas como o aprimoramento da eficácia das vedações estão sendo consideradas.

Novas medidas e o futuro

Recentemente, o Ministério do Ambiente publicou um despacho para reabilitar o ecossistema do lobo, visando aumentar a população de presas selvagens. O Programa Alcateia 2025-2035, que conta com um orçamento de 3,3 milhões de euros, identificou quatro núcleos populacionais de lobos no país e um total estimado de 300 animais. Essas iniciativas visam buscar um equilíbrio entre a conservação da espécie e a proteção dos criadores de gado.

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