Pontualidade dos comboios cai para 70% e melhorias não estão previstas
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Pontualidade dos comboios cai para 70% e melhorias não estão previstas

Fyno setembro 18, 2026 3 min read

A pontualidade dos comboios em Portugal caiu para 70% no primeiro semestre deste ano, uma redução de 7,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. A Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que não há previsão de melhorias para os próximos meses, mesmo com a meta anual estipulada em 85%.

Desempenho em queda

No primeiro semestre de 2025, a pontualidade havia sido de 77%, enquanto em 2024 atingiu 82%. Esses dados foram divulgados no relatório de contas da IP, apresentado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O indicador reflete a pontualidade agregada de toda a rede ferroviária, considerando os atrasos dos comboios ao chegarem aos seus destinos.

Fatores que impactam a pontualidade

A IP observa que a pontualidade se manteve estável em 70%, embora os serviços de Médio e Longo Curso, como Alfa Pendular e Intercidades, tenham apresentado desempenho inferior. As causas incluem limitações de velocidade e obras em andamento nos principais eixos ferroviários, que afetam os tempos de percurso e aumentam os atrasos.

Para tentar corrigir a situação, a IP planeja priorizar a eliminação das limitações de velocidade que mais impactam a pontualidade e intensificar a coordenação das obras. Contudo, a empresa admite que não se esperam melhorias significativas em comparação com o índice atual de 70% até 2026.

Impacto nas operações e resultados financeiros

Além da queda na pontualidade, a circulação ferroviária registrou uma diminuição de 3% em relação ao ano anterior, totalizando cerca de 17 milhões de comboios-quilômetro. O tráfego de passageiros caiu 2%, enquanto o segmento de mercadorias teve uma redução de 9%. Entre os fatores que afetaram a circulação estão as obras de modernização na Linha do Douro, condições climáticas adversas e greves ocorridas em junho.

As condições meteorológicas desfavoráveis resultaram em uma perda estimada de mais de 650 mil comboios-quilômetro e impactaram as receitas ferroviárias em cerca de 1,7 milhões de euros. No primeiro semestre, foram registrados 13 acidentes ferroviários significativos, com 11 atribuídos a fatores externos, como comportamento de terceiros.

A IP também reportou um lucro consolidado de 43,8 milhões de euros, uma queda de 44% em relação ao ano anterior, devido ao aumento dos gastos operacionais e diminuição das receitas. Entre os fatores que contribuíram para essa situação estão a redução de 17,7 milhões de euros na Consignação do Serviço Rodoviário e um aumento significativo nos custos operacionais relacionados a intervenções necessárias nas infraestruturas afetadas pelas intempéries.

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