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Pentágono Urbano solicita apoio do governo para setores têxtil e de vestuário
Autarcas da região destacam a crise enfrentada pelo têxtil e calçado devido a fatores internacionais.

Os autarcas do Pentágono Urbano, associação composta por municípios do Minho, solicitaram ao Governo medidas para apoiar os setores têxtil, de vestuário e de calçado, que enfrentam uma crise severa, influenciada pelo cenário internacional.
Crise nos setores têxtil, vestuário e calçado
Durante uma reunião realizada em Barcelos, Mário Constantino Lopes, presidente do Pentágono Urbano e da Câmara de Barcelos, destacou que a região representa quase 50% da produção nacional desses setores. Ele enfatizou a força da região, mas alertou para a dificuldade atual que enfrentam.
Constantino mencionou vários fatores que contribuem para a crise, como o aumento dos custos de energia, a retração do consumo e a concorrência desleal com mercados que operam com custos significativamente mais baixos que os de Portugal.
Diálogo com empresários e autoridades
Com o objetivo de enfrentar esses desafios, o Pentágono Urbano decidiu reunir empresários dos setores afetados e representantes de organismos vinculados ao Ministério da Economia. Entre os participantes estava o secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, que se uniu para discutir as dificuldades e identificar oportunidades para a recuperação.
O presidente do Pentágono Urbano destacou que, apenas nos cinco municípios da associação, e nos municípios que fazem parte das regiões do Ave, Cávado e Alto Minho, está concentrada metade da produção nacional nos setores têxtil, vestuário e calçado, um dado que considera alarmante.
Próximos passos
A reunião serviu como um primeiro passo para abordar as questões críticas enfrentadas pelos setores, com a expectativa de que o diálogo com o Governo resulte em ações concretas que ajudem a mitigar os efeitos da crise e promovam a recuperação econômica da região.


