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Ni Amorim critica decisões sobre títulos de ralis, mas reafirma compromisso da FPAK

Presidente da FPAK expressa surpresa com decisões divergentes do TAD em ralis nacionais.

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Ni amorim critica decisões de títulos de ralis, mas garante cumprimento da fpak

O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, manifestou críticas em relação às decisões judiciais sobre os títulos nacionais de ralis de 2024 e 2025. Durante a apresentação do Rally 6 Cities North of Portugal, em Guimarães, ele se mostrou surpreso com a determinação do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que atribuiu o título de 2025 a Armindo Araújo, enquanto o espanhol Dani Sordo havia sido o vencedor anteriormente.

Diferenças nas decisões do TAD

Amorim questionou a disparidade nas decisões do tribunal, enfatizando: "Como é possível o mesmo tribunal julgar dois casos exatamente iguais e ter duas posições diametralmente opostas, de 2024 para 2025?". Inicialmente, a FPAK havia concedido o título de 2025 a Sordo, com base no entendimento anterior do TAD, que em 2024 havia atribuído o título ao britânico Kris Meeke.

Apesar das críticas, o presidente afirmou que a FPAK não tem outra opção a não ser cumprir com as determinações do TAD, e ressaltou que a direção da federação não recorreu da decisão relativa a 2024. No entanto, ele indicou que os processos podem ser prolongados nas instâncias superiores devido às contestações por parte dos interessados.

Mudanças nas regulamentações

Ni Amorim também abordou a questão da distinção entre o vencedor do campeonato e o campeão de Portugal, especialmente se o vencedor for um piloto estrangeiro. Ele destacou que, em 2023, o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) intimou a FPAK a retirar a designação de "vencedor do Campeonato de Portugal" para evitar a perda do estatuto de utilidade pública. O dirigente afirmou: "Os tempos evoluem e as regulamentações também. O que era nessa época já não é agora, não é permitido e já nem é possível."

Amorim defendeu a presença de pilotos estrangeiros no Campeonato de Portugal de Ralis, argumentando que isso eleva o nível competitivo e serve de referência para os jovens pilotos portugueses. Ele considerou injusto que pilotos nacionais possam conquistar títulos fora do país, enquanto concorrentes estrangeiros são impedidos de fazer o mesmo em Portugal.

Perspectivas futuras

Sobre a exclusão do Rali de Portugal do calendário do Mundial de 2027, o presidente da FPAK a classificou como uma notícia "inesperada e triste", considerando-a uma "perda brutal" para o país, mas expressou esperança em um retorno em 2028. Ele revelou que já conversou com o presidente do Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, e teve comunicações com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e promotores do campeonato.

Em contrapartida, ele celebrou o retorno da Fórmula 1 a Portimão, programado para junho de 2027, creditando o sucesso à capacidade organizativa do Autódromo Internacional do Algarve (AIA) e ao apoio do Governo. Ni Amorim mencionou que está prevista a ampliação da lotação do autódromo para receber entre 80 mil e 90 mil espectadores, antecipando um recorde de público para a prova.

O Rally 6 Cities North of Portugal, que ocorre de 23 a 25 de outubro, é a penúltima etapa do Campeonato de Portugal de Ralis, contando com 41 viaturas Rally2 inscritas, das quais 12 pertencem ao Campeonato de Portugal. O título já foi decidido em favor do finlandês Teemu Suninen, e o evento percorrerá cidades como Guimarães, Fafe, Felgueiras, Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena.