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Montenegro critica PS por levantar ‘falsa questão’ sobre acordos com Chega

Primeiro-ministro defende que críticas do PS visam criar insegurança no país sobre o Orçamento de 2027.

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Montenegro acusa ps de querer “assustar o país” com “falsa questão” de acordos escritos com chega

O primeiro-ministro Luís Montenegro acusou o Partido Socialista (PS) de tentar "assustar o país" ao levantar a questão de eventuais acordos escritos do Governo com o Chega. A declaração foi feita durante sua chegada a uma cimeira dos países do sul da União Europeia, ocorrida em Split, Croácia.

Críticas do PS e resposta do governo

A reação de Montenegro se deu após o PS criticar a proposta do Governo sobre a lei das rendas, que avançou para discussão na especialidade devido à abstenção do Chega. O PS questionou se havia mais entendimentos com o Chega além do já conhecido acordo escrito referente à lei do arrendamento.

Montenegro defendeu que o Governo estabeleceu por escrito os princípios necessários para viabilizar a iniciativa legislativa, ressaltando que, em muitos casos, essas conversas ocorrem verbalmente. Ele lamentou que o PS esteja criando um "caso" em torno do tema.

A posição do PS e a defesa do governo

O primeiro-ministro afirmou que não existem mais acordos além do que já foi estabelecido e criticou a postura do PS em não querer participar da discussão sobre o arrendamento. Segundo ele, o partido tem ignorado os problemas habitacionais que se agravaram ao longo dos últimos anos.

Montenegro expressou o desejo de que o PS esteja disposto a colaborar nas transformações necessárias e destacou que o Governo não está propondo uma revolução no mercado de arrendamento, mas sim ajustes com "sensibilidade social".

Garantias e perspectivas futuras

Questionado sobre se recebeu a garantia do PS para viabilizar o Orçamento de Estado para 2027, o primeiro-ministro afirmou que tal garantia foi dada ao país. Ele acredita que a decisão final dos órgãos partidários será favorável à proposta.

Montenegro enfatizou que não cederá a chantagens, mas não considerou a postura do PS como tal, interpretando-a mais como uma sinalização de divergência. Ele concluiu que o PS não tem razão em suas críticas sobre a questão do arrendamento e que isso, embora possa proporcionar um conforto eleitoral momentâneo, não resolve os problemas existentes.