O líder parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), Mário Amorim Lopes, fez críticas contundentes ao PSD durante a abertura das jornadas parlamentares do partido, que ocorrem hoje e amanhã no Porto. Em seu discurso, Lopes acusou o PSD de tentar 'comprar o voto dos portugueses' com promessas de redução do IRS e afirmou que existe uma 'maioria de empatas' que impede reformas necessárias no país.
Críticas ao cenário político
Em um evento que reuniu cerca de 50 pessoas, entre deputados e dirigentes da IL, Lopes defendeu que Portugal não é 'ingovernável', mas sim 'irreformável'. Segundo ele, a recente rejeição de uma moção de censura demonstrou que o Governo ainda pode continuar suas atividades. No entanto, o parlamentar argumentou que a situação atual é resultado de uma maioria que não busca mudanças significativas.
Lopes descreveu essa maioria como composta por partidos que estão confortáveis com o status quo, afirmando que 'não é uma maioria de direita, esquerda ou centro, mas sim a maioria dos empatas'. Para ele, essa situação impede o país de avançar e se tornar 'muito mais' do que é atualmente.
Acusações ao PSD e Chega
Durante seu discurso, o líder da IL criticou o PSD por suas promessas de reforma que, segundo ele, não se concretizam. Ele citou a recusa do partido em reformar a Segurança Social e a Justiça, afirmando que as propostas de aumento temporário de pensões e reduções marginais de IRS não resolverão os problemas estruturais do país. 'Isso foi uma autêntica rifa eleitoral', disparou Lopes.
O deputado também mencionou o Chega, alegando que o partido, ao apresentar uma moção de censura enquanto se diz disposto a negociar o Orçamento do Estado para 2027, contribui para a paralisia das reformas necessárias. Lopes lembrou ainda do voto do Chega que inviabilizou uma proposta de alteração da lei laboral.
Críticas ao PS
Além de criticar o PSD e o Chega, Mário Amorim Lopes não poupou o Partido Socialista (PS), acusando seu secretário-geral, José Luís Carneiro, de adotar uma postura passiva em relação ao Orçamento do Estado. 'Se não se fizer nada a nível da Segurança Social, o PS vai deixar passar o Orçamento do Estado', ironizou, referindo-se à inação do partido em relação às reformas.
Para Lopes, tanto o PS quanto o Chega falham em promover reformas necessárias, destacando que enquanto o PS se considera satisfeito com a situação atual, o Chega teme perder votos ao apoiar mudanças impopulares. 'As reformas requerem coragem', concluiu.








