A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reconheceu nesta terça-feira problemas na implementação do Sistema Volta, especialmente em relação ao descarte de embalagens na via pública. Ela afirmou que as dificuldades estão sendo analisadas e solucionadas individualmente.
Desafios identificados
Durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, após reuniões na Comissão Europeia, a ministra explicou que o Sistema Volta é um modelo europeu que será adotado em todos os países da União Europeia. "Fomos o 18.º país a implementar esse sistema. Em todos eles, no início, houve perturbações", destacou Carvalho, ressaltando a importância do sistema para a reutilização de garrafas plásticas e latas.
Ela mencionou que vários problemas já foram detectados, mas que muitos deles foram solucionados. A ministra enfatizou a necessidade de uma fiscalização eficaz, especialmente em grandes eventos e festivais, que foram apontados como uma das principais fontes de problemas no sistema.
Soluções em andamento
Para evitar que pessoas remexam o lixo em busca de embalagens para reembolso, Carvalho informou que estão sendo estudadas alternativas, como a instalação de recipientes específicos próximos aos locais de descarte. Além disso, reuniões estão ocorrendo com representantes do setor de hotelaria e restauração para superar dificuldades na implementação do sistema.
A ministra reforçou que o processo de transição ainda está em andamento e que a colaboração dos municípios é essencial, principalmente na localização das máquinas de coleta e no monitoramento do funcionamento do sistema. A fiscalização é uma responsabilidade compartilhada entre a SDR Portugal, entidade gestora do Sistema de Depósito e Reembolso, e os municípios.
Investimentos e metas
Carvalho também defendeu a ampliação do número de máquinas de recolha, especialmente as de maior porte, já que a falta de pontos de entrega tem contribuído para os problemas observados. Desde a sua implementação em abril de 2026, o Sistema Volta abrange embalagens de bebidas de uso único, com um depósito de 10 cêntimos por embalagem, que é devolvido ao consumidor na entrega em pontos de coleta.
Por fim, a ministra alertou que, no último ano, Portugal gastou cerca de 200 milhões de euros com plástico não reciclado, totalizando aproximadamente 600 milhões de euros nos últimos três anos. Esses valores refletem os custos associados ao não cumprimento das metas de gestão de resíduos, que o sistema visa atender.











