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Engenheiro de Braga viaja pelo mundo em mini-mota e já percorre 18 mil quilômetros
Gonçalo Castillo, que trocou o emprego na Rússia pela aventura, já visitou 30 países.

Gonçalo Castillo, um engenheiro nuclear de 32 anos, deixou seu emprego no Brasil para se aventurar em uma viagem ao redor do mundo na icônica mini-mota Honda Dax 125. Com mais de quatro meses na estrada, ele já percorreu 18.000 quilômetros em 30 países, incluindo locais como a Ucrânia e a Rússia, e atualmente está no Tajiquistão.
A jornada de um engenheiro
Natural de Lisboa, mas criado em Braga, Gonçalo formou-se em Engenharia Nuclear pela Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris. Antes de embarcar nesta aventura, trabalhou como gerente de desenvolvimento de negócios na Rosatom, em Rio de Janeiro, Brasil, onde aprendeu russo, habilidade que tem sido útil em sua travessia pelas ex-repúblicas soviéticas.
O desejo de Gonçalo era ser o primeiro a dar a volta ao mundo em uma moto pequena. Ele destaca: “Já existem muitas pessoas a viajar pelo mundo em motas grandes, e eu queria fazer algo diferente.” Ele se encantou pela Honda Dax 125 pela sua simplicidade, que facilita a resolução de problemas mecânicos durante a viagem.
Desafios na estrada
A viagem tem sido descrita por Gonçalo como ‘espetacular’, destacando a magnitude dos lugares que já visitou. No entanto, ele também enfrentou desafios, especialmente ao atravessar fronteiras como as da Rússia e Ucrânia, onde momentos de tensão foram inevitáveis. Ele relata que a condução em alguns países é imprevisível, o que trouxe situações assustadoras, como quase ser atingido por carros em alta velocidade.
Entre os episódios curiosos, ele lembra de um momento inusitado na fronteira entre a Turquia e a Geórgia, quando um policial fez sinal para que ele saísse da moto e acabou conduzindo-a. Além disso, no Cazaquistão, ele teve que embarcar sua moto em um trem, criando uma cena engraçada com cinco homens ajudando a colocar a Dax no vagão.
Planejamento e experiências
Gonçalo financia a viagem com suas economias e o apoio da generosidade das pessoas que encontra pelo caminho. Ele opta por dormir em hostels e albergues, já que o espaço na moto é limitado. Quanto à alimentação, ele geralmente come fora, mas também prepara sanduíches quando necessário.
Atualmente, ele está no Tajiquistão e planeja continuar sua jornada, atravessando o Afeganistão e o Irã antes de seguir para os países do Golfo árabe. O objetivo é chegar à Índia e, em seguida, explorar o Sudeste Asiático. Gonçalo tem pela frente ainda 40 países a serem visitados.





