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Dança folclórica portuguesa em Macau atrai interesse de chineses

Líder de grupo destaca aumento de convites para apresentações após reconhecimento como patrimônio.

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Um ano após a dança folclórica portuguesa ser reconhecida como patrimônio de Macau, a presidente da Associação de Danças e Cantares Portugueses 'Macau no Coração', Ana Manhão Sou, informou que a demanda por apresentações aumentou, especialmente entre os chineses interessados em aprender.

Patrimônio cultural intangível

Em 13 de outubro de 2025, Macau incluiu 12 manifestações culturais, como a dança folclórica portuguesa e os tradicionais pastéis de nata, na Lista do Patrimônio Cultural Intangível da região. Esse reconhecimento já trouxe resultados visíveis, com uma quantidade maior de convites para performances, incluindo na China continental.

Desafios e oportunidades

Apesar do aumento de convites, a presidente da associação, Ana Manhão Sou, observou que o número de apresentações em Macau caiu em comparação com os períodos anteriores à pandemia de Covid-19. 'Há cerca de 10 anos, atuávamos todos os domingos nas Ruínas de São Paulo, um dos pontos turísticos mais emblemáticos da cidade', recordou Selina, funcionária da associação.

Com quase 29 milhões de visitantes recebidos até agosto, Selina lamenta que muitos turistas não tenham a oportunidade de ver a dança folclórica em sua essência. 'É um pouco triste', afirmou ela. Durante apresentações na China, alguns espectadores demonstram confusão sobre a origem da dança, levando os membros da associação a explicar a história de Macau.

Davy, membro do grupo, expressou seu desejo de preservar a cultura, ressaltando a importância de dançar algo que vem de Portugal em um contexto cultural predominantemente chinês. 'Eu valorizo muito isso', disse ele, que ingressou no grupo por acaso, sem conhecimento prévio sobre a dança portuguesa.

Ana Manhão Sou também comentou sobre a necessidade de atrair novos integrantes, especialmente após a pandemia. O grupo começou a realizar workshops em escolas, visando a nova geração. 'Começamos a entrar em escolas, para atrair a nova geração', afirmou a dirigente, citando a Escola Portuguesa de Macau como exemplo.

Desde a inclusão como patrimônio, a associação tem promovido de seis a sete workshops anuais em instituições de ensino, abrangendo desde creches até universidades. Manhã Sou destacou que o interesse pela dança está crescendo, principalmente entre estudantes da China continental, que vêem essa atividade como uma forma de facilitar sua integração em Macau.

Ela ressaltou que a associação é um espaço inclusivo, onde não se faz distinção entre nacionalidades. 'Dentro do 'Macau no Coração' nós não temos nacionalidade, isso é uma coisa muito simples', concluiu.

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