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CIM Cávado enfrenta lotação nos transportes entre Braga e Guimarães para alunos
Alunos da UMinho relatam dificuldades em conseguir transporte para aulas no campus de Azurém.
O serviço de transporte oferecido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado entre Braga e Guimarães tem gerado insatisfação entre alunos da Universidade do Minho. A situação é mais crítica nas manhãs, especialmente às 08:00, quando muitos estudantes tentam chegar ao campus de Azurém para a primeira aula.
Problemas de lotação
De acordo com um aluno da Escola de Engenharia, frequentemente o autocarro das 08:00 está lotado, deixando muitos alunos sem conseguir embarcar na paragem próxima ao campus de Gualtar. "Dizem-nos que vem outro a seguir, mas demora mais uma hora e perdemos a primeira aula", lamentou o estudante.
A CIM, em resposta às reclamações, informou que atualmente estão em operação sete autocarros em Braga e quatro em Guimarães para atender à demanda. Entretanto, o estudante destaca que a sugestão de pegar o ônibus às 07:00 não é viável, pois isso exigiria que os alunos acordassem às 06:00 e esperassem uma hora nos portões da universidade.
Aumento na demanda
A CIM Cávado reconheceu que, desde o início do ano letivo, houve um aumento considerável no número de passageiros que utilizam a linha 101, que conecta Braga a Guimarães pela autoestrada A11. "É comum que, no início dos períodos letivos, a demanda pelos transportes públicos cresça, mas este ano o aumento foi mais acentuado, resultando em sobrelotação e atrasos em alguns casos", declarou o serviço de imprensa.
Além da demanda elevada, dois fatores estão complicando ainda mais a operação dos transportes. As obras na Variante do Fojo em Braga têm gerado congestionamentos significativos, afetando os tempos de viagem dos ônibus. A conclusão dessas obras estava prevista para o final do terceiro trimestre de 2026, mas ainda não foi finalizada.
Outro fator é a abertura da Residência Universitária da Confiança em Braga, que alterou os padrões de mobilidade e aumentou o número de estudantes que costumavam se deslocar de Guimarães.
Possíveis soluções
A CIM Cávado está avaliando a possibilidade de implementar meios adicionais na linha 101 durante períodos de alta demanda. Contudo, qualquer ampliação do serviço dependerá da disponibilidade operacional e dos recursos financeiros. A continuidade do monitoramento da situação ao longo do ano letivo é uma prioridade, pois geralmente há uma estabilização na demanda após o início das aulas.
A CIM Cávado permanece atenta aos impactos das obras na Variante do Fojo, com o intuito de melhorar a regularidade e a capacidade do serviço de transporte, buscando atender da melhor forma as necessidades dos passageiros.