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Chega critica discurso de Seguro por apelar à união entre PSD e PS

Deputado do Chega classifica as declarações como ‘mais do mesmo’ e critica exclusão do partido nas discussões.

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O partido Chega manifestou hoje críticas ao discurso do Presidente da República, António José Seguro, durante as celebrações do 5 de Outubro. A legenda considera que a fala de Seguro foi "mais do mesmo", especialmente pela ênfase dada à união entre PSD e PS, além de "mandar recados" ao Chega.

Críticas ao discurso

Rui Paulo Sousa, deputado do Chega, expressou sua insatisfação em declarações feitas após a cerimônia de comemoração do 116.º aniversário da Implantação da República, realizada na Praça do Município, em Lisboa. Ele afirmou: "O discurso acabou com os recados do costume, falar-se sobre movimentos ou partidos mais extremistas, etc., no fundo é mais do mesmo."

O deputado destacou que, ao falar sobre a união dos partidos em prol do bem da população, o foco recai sempre nos mesmos dois, o PS e o PSD. Ele lembrou que ambos já se uniram para aprovar o próximo Orçamento do Estado, sugerindo que as conversas sobre união deveriam incluir também outros partidos, como o Chega.

Exclusão do Chega

Rui Paulo Sousa criticou a exclusão do Chega nas discussões políticas, afirmando que o partido é frequentemente afastado quando se trata de decisões importantes. "Quando falamos em tentar medidas alternativas, medidas que fogem do habitual dos últimos 50 anos, estamos a falar do Chega, que é o único partido a ter apresentado propostas realmente diferentes", ressaltou.

Sobre os "recados" do Presidente, o parlamentar argumentou que ao mencionar entendimentos interpartidários e, em seguida, referir-se a extremismos e partidos que não se alinham com a democracia, Seguro acaba por afastar o Chega do diálogo político. Rui Paulo Sousa também reiterou que o PSD teve a oportunidade de buscar entendimentos com seu partido, mas que esses esforços não se concretizaram.

Chamado à nova cultura política

Em seu discurso, o Presidente da República defendeu uma nova cultura política que priorize compromissos interpartidários ao longo de várias legislaturas. Ele enfatizou a importância da estabilidade política e reconheceu a aproximação entre o Governo e o PS em relação ao Orçamento do Estado.

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