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Casal é detido por fraudes espirituais que lesaram vítima em mais de 400 mil euros
Polícia Judiciária apura que mulher se apresentava como taróloga para enganar a vítima
Um casal estrangeiro foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) sob suspeita de ter enganado uma vítima em mais de 400 mil euros através de supostos trabalhos espirituais. A detenção ocorreu na sexta-feira, após um trabalho investigativo que revelou diversas transferências bancárias e entregas de dinheiro feitas pela vítima desde janeiro deste ano.
Método de atuação
A mulher, que se apresentava como taróloga, utilizava as redes sociais e um site para promover seus serviços esotéricos. Ela convenceu a vítima a entregar grandes quantias de dinheiro, alegando que seriam necessárias para 'benzidas' e 'purificadas'. A promessa era de que esses valores seriam devolvidos após a realização dos supostos trabalhos espirituais.
Conforme divulgado pela Polícia Judiciária, os dois suspeitos exploraram a 'fragilidade emocional e psicológica' da vítima, levando-a a acreditar na necessidade de tais pagamentos. O casal, que estava em Portugal por períodos curtos, tinha uma viagem de retorno ao Brasil agendada para o último sábado.
Antecedentes e estilo de vida
A investigação também revelou que os suspeitos ostentavam um estilo de vida luxuoso nas redes sociais, o que pode ter contribuído para a credibilidade de suas alegações. Além disso, ambos possuem antecedentes criminais no Brasil, onde a mulher já havia sido detida em 2015 por crimes relacionados que apresentavam natureza semelhante.
A PJ destacou que a localização do casal foi possível graças à colaboração com entidades policiais estrangeiras. Após a detenção, os suspeitos foram apresentados a um tribunal e ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, conforme determinado pela autoridade judicial competente.
Contexto da detenção
A operação que culminou na detenção do casal contou com a participação de elementos da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária. A atuação da polícia busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também alertar a população sobre os riscos de fraudes que exploram a vulnerabilidade emocional das pessoas.