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Ministro da Agricultura pede aumento de fundos europeus para o setor agrícola

José Manuel Fernandes defende mais investimentos em projetos agrícolas durante visita a Reguengos de Monsaraz.

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O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, solicitou hoje um aumento dos fundos europeus dos programas regionais operacionais voltados para o apoio a projetos de investimento na agricultura, um setor que considera "estratégico e estruturante".

Visita à unidade de produção

Durante uma visita à unidade de produção de carne de suíno Maporal, localizada em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, o ministro destacou a importância de envolver as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) neste processo. Fernandes mencionou que, entre 2021 e 2027, o Alentejo contará com 1.100 milhões de euros, mas lamentou que nada desse montante tenha sido destinado à agricultura.

Ele enfatizou que as CCDR já estão incorporando apoios para a agroindústria em seus programas atuais e ressaltou a importância de que, no próximo quadro de programas operacionais, haja clareza sobre como cada um irá contribuir para o setor agrícola.

Críticas ao governo anterior

Em suas declarações, o ministro criticou o governo anterior por ter negligenciado a agricultura nos programas regionais, afirmando que os atuais ministros das pastas relacionadas estão colaborando para reverter essa situação. "A agricultura é estratégica e estruturante", reiterou, destacando que todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados para projetos na área.

Fernandes também se referiu a uma carta da APROSERPA, Associação de Produtores do Concelho de Serpa, que criticou suas declarações sobre o aumento de subsídios aos agricultores. Ele mencionou que, em 2023, foram pagos quase sete milhões de euros em subsídios na região, enquanto em 2025 esse valor pode chegar a 28 milhões.

Reação da APROSERPA

A APROSERPA respondeu às afirmações do ministro, desafiando-o a esclarecer onde os rendimentos realmente triplicaram e ressaltando que os agricultores têm enfrentado um aumento significativo nos custos. Em um comunicado, a associação rejeitou a ideia de que os protestos são oriundos apenas de quem recebe mais e pediu uma decomposição dos valores recebidos por medida e número de beneficiários.

A discussão sobre o financiamento da agricultura e o papel das CCDR deve continuar, com o objetivo de garantir que os recursos sejam direcionados adequadamente para atender às necessidades do setor.

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