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André Ventura se recandidata à presidência do Chega com foco em governar Portugal

Líder do Chega prepara moção para as diretas do partido marcadas para 31 de outubro.

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André Ventura, presidente do partido Chega, confirmou sua recandidatura à liderança nas diretas programadas para o dia 31 de outubro. Em uma coletiva de imprensa realizada na sede do partido em Lisboa, ele afirmou que pretende apresentar uma moção voltada para o objetivo de governar Portugal.

Candidatura e estratégia

Ventura informou que as candidaturas devem ser apresentadas até o dia 12 de outubro e que ele planeja protocolar a sua até essa data. "Procurarei entregar essa candidatura também até dia 12 com uma moção estratégica focada no objetivo de governar Portugal nos próximos anos", declarou.

O líder do Chega, que está à frente do partido desde 2019, ressaltou que a trajetória do Chega nos últimos anos demonstra que a legenda está "no caminho correto". Ele reconheceu que ainda há trabalho a ser feito para alcançar os resultados desejados, afirmando que se apresentará ao partido e aos congressistas durante a 7ª Convenção.

Próxima Convenção Nacional

A convenção do Chega está marcada para os dias 20, 21 e 22 de novembro, com o intuito de eleger os órgãos nacionais e tratar de questões orgânicas e estatutárias que foram levantadas pelo Tribunal Constitucional. Ventura comentou sobre a atualidade dos estatutos e regulamentos eleitorais do partido, afirmando que, embora os documentos mais recentes indiquem que a Convenção Nacional é responsável pela escolha do presidente, devido a decisão judicial, versões anteriores continuam em vigor.

Apesar de discordar da decisão do Tribunal, Ventura ressaltou que o partido está seguindo as regras estabelecidas nos estatutos reconhecidos. Ele destacou que o regulamento eleitoral permite a eleição direta do presidente por todos os militantes, e que as convenções ordinárias são definidas pela direção nacional.

Desafios e contextos

O próximo evento será significativo para o Chega, já que será a primeira convenção desde que o partido se tornou a segunda maior força no parlamento, além de refletir sobre o resultado de Ventura nas eleições presidenciais deste ano, onde ele obteve o segundo lugar. Vale lembrar que a última convenção, realizada em janeiro de 2024, teve suas eleições de órgãos nacionais invalidadas pelo Tribunal Constitucional, que também rejeitou mudanças anteriores nos estatutos do partido.

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