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Universidade do Minho recebe financiamento para estudar vírus e esclerose múltipla

Fyno setembro 18, 2026 2 min read

Uma equipe internacional liderada por Cláudia Nóbrega, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, recebeu um financiamento de 600 mil dólares, equivalente a cerca de 525 mil euros, da National Multiple Sclerosis Society dos Estados Unidos. O objetivo do projeto é investigar a relação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla, uma condição que afeta o sistema nervoso central de aproximadamente 15.000 portugueses e três milhões de pessoas globalmente.

O que se sabe sobre o vírus Epstein-Barr

De acordo com informações divulgadas pela universidade, o vírus Epstein-Barr é bastante comum e infecta a maioria das pessoas durante a vida, geralmente sem causar problemas significativos. No entanto, sua presença e reativação estão ligadas ao desenvolvimento da esclerose múltipla, especialmente em indivíduos que possuem predisposição genética. O novo projeto visa entender por que o sistema imunológico não consegue manter o vírus sob controle.

Metodologia do estudo

A equipe do ICVS é composta por Ana Falcão, João Cerqueira e Margarida Correia-Neves, e conta com a colaboração de Margarida Rei, do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular em Lisboa, e de Ricardo Fernandes, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os cientistas planejam comparar as células de defesa de pessoas recém-diagnosticadas com esclerose múltipla às de indivíduos saudáveis que também estão infectados pelo vírus Epstein-Barr.

Durante o estudo, a equipe desenvolverá linfócitos T modificados, que são células do sistema imunológico preparadas em laboratório para reconhecer e controlar melhor o vírus. Esses linfócitos serão testados em modelos laboratoriais para avaliar sua capacidade de impedir a reativação do vírus sem desencadear respostas autoimunes.

O comunicado destaca que essa abordagem é inovadora em comparação às técnicas tradicionais de tratamento da esclerose múltipla. Em vez de focar apenas na inflamação causada pela doença, a pesquisa busca fortalecer as defesas do organismo para controlar um vírus que pode ser um fator desencadeante ou agravante da condição. Os resultados desse estudo poderão abrir caminho para novas terapias baseadas em células do sistema imunológico, que também podem ser aplicáveis a outras doenças autoimunes relacionadas ao mesmo vírus.

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