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São Paulo -SP

Vacina brasileira contra malária vivax inicia testes em humanos

A Vivaxin, desenvolvida pela USP, recebe autorização para estudos clínicos de fase 1.

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Vacina contra malária vivax desenvolvida pela USP recebe aval para testes em humanos

Uma vacina brasileira chamada Vivaxin, voltada para o combate à malária vivax, recebeu autorização para iniciar testes em humanos. Este tipo de malária é o mais comum no Brasil e, até o momento, não havia imunizante disponível para a sua prevenção. A aprovação foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os estudos clínicos de fase 1 vão avaliar a segurança e a capacidade do imunizante de estimular a resposta imunológica.

Detalhes dos testes clínicos

Os testes envolverão 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, que não tenham histórico de infecção por malária. A seleção dos participantes começa em novembro, e os ensaios incluirão grupos que receberão a vacina e um placebo, em um esquema com três doses aplicadas com intervalos de 28 dias. Os voluntários serão acompanhados por um período de um ano.

Desenvolvimento e apoio ao projeto

A vacina Vivaxin foi desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a farmacêutica Cristália. Antes da autorização, o imunizante passou por testes de boas práticas de laboratório e fabricação, além de já ter demonstrado eficácia em estudos com animais. O projeto conta com apoio financeiro da FAPESP, Finep e dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Perspectivas futuras

Se os testes de fase 1 confirmarem a segurança da vacina, o projeto avançará para as fases 2 e 3, que incluirão um número maior de participantes, estimando-se cerca de 300 pessoas, principalmente na região amazônica. O monitoramento da eficácia do imunizante seguirá durante todas as fases do estudo. A meta é registrar a vacina na Anvisa para produção em larga escala após a conclusão de todos os testes.

A professora Irene Soares, uma das coordenadoras do projeto, destaca que "essa é uma vacina inédita no mundo, concebida totalmente no Brasil". Seu colega, o professor Ricardo Gazzinelli, ressalta a importância do imunizante para o controle da malária na região, enfatizando os impactos socioeconômicos da doença.

A malária, transmitida pela picada de mosquitos Anopheles, representa uma preocupação de saúde pública, especialmente na Amazônia, onde a maioria dos casos é registrada. O Brasil tem como meta interromper a transmissão local da doença até 2035.

Com informações de Sp