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Falsa arquiteta é condenada por burla de amor no Alto Minho

Mulher lesou dois homens idosos em 200 mil euros e teve pena suspensa após confissão.

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"burla de amor" no alto minho: falsa arquiteta com pena suspensa

Uma mulher de 58 anos, condenada por enganar dois idosos no Alto Minho em um esquema conhecido como "burlas de amor", recebeu uma pena de três anos e dez meses, que foi suspensa pelo Tribunal Coletivo de Viana do Castelo. A decisão, proferida nesta quinta-feira, levou à sua libertação imediata.

Detalhes do Caso

O tribunal considerou crucial a confissão da acusada e o arrependimento demonstrado por meio de uma indemnização parcial a duas vítimas, um homem de Ponte de Lima e outro de Ponte da Barca. A pena suspensa será supervisionada por um plano a ser executado pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, refletindo a avaliação positiva do comportamento da ré.

A acusada, natural de Amarante e residente em Matosinhos, estava detida há oito meses no Estabelecimento Prisional Central Feminino de Santa Cruz do Bispo. Ela já tinha um histórico de problemas relacionados a burlas, remontando a um processo de 25 anos atrás no Tribunal de Santo Tirso. O julgamento em Viana do Castelo resultou na condenação por dois crimes de burla qualificada.

Como a Burla Foi Realizada

A mulher se apresentou como arquiteta, criando uma imagem de sucesso e segurança financeira para conquistar a confiança de suas vítimas, ambos com mais de 70 anos. Conheceu-os através de redes sociais de relacionamentos, onde se mostrou apaixonada e fez promessas de amor, além de exibir sinais de riqueza, afirmando ter mais dinheiro do que eles.

Um dos homens, um septuagenário de Ponte de Lima, acreditou nas promessas da falsa arquiteta e, após um curto relacionamento, foi convencido a investir em um imóvel em Lisboa. Ele levantou 150 mil euros de sua conta bancária e entregou o dinheiro à mulher, sob a promessa de que teriam um retorno financeiro significativo com o investimento.

O plano envolvia a compra conjunta de um imóvel, mas a mulher se aproveitou da situação para desaparecer com o dinheiro. Após a entrega dos 150 mil euros, a vítima percebeu que tinha sido enganada quando a "arquiteta Helena" não retornou conforme prometido.

Reação da Defesa

Após a leitura do acórdão, o advogado da ré, João Ferreira Araújo, expressou satisfação com a decisão judicial, afirmando que não irá recorrer. Ele destacou que a pena foi proporcional e que a acusada não tinha um histórico de comportamentos fraudulentos, considerando o ato como isolado em sua vida.

Araújo enfatizou que a ré é, acima de tudo, uma cidadã e que o julgamento foi justo, mantendo a credibilidade do sistema judicial. Ele também mencionou que o caso não deve ser visto como um padrão de conduta da acusada.