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Montenegro critica aumento dos combustíveis e acordo dos EUA com a Rússia
Primeiro-ministro pede medidas eficazes para conter subida de preços durante cimeira da UE.

O primeiro-ministro Luís Montenegro manifestou hoje sua insatisfação com o aumento dos preços dos combustíveis, considerando a situação "absurda". Ele fez essas declarações ao chegar à cimeira dos líderes da União Europeia em Bruxelas, onde também criticou o acordo recente entre os Estados Unidos e a Rússia relacionado ao gasóleo.
Críticas ao acordo EUA-Rússia
Montenegro acusou os Estados Unidos de incoerência ao firmar um acordo com a Rússia que, segundo ele, não trará benefícios reais para a redução dos preços da energia. "Aquilo que foi anunciado pelos Estados Unidos não corresponde a um exercício consequente e coerente da resolução desta matéria", afirmou.
O primeiro-ministro ressaltou que o acordo, que inclui a entrega de gasóleo russo, não resolverá o problema de forma eficaz. "Não vai resolver o problema do preço dos combustíveis e a disponibilidade que esse acordo permite não resolve o assunto por mais de escassos dias", disse.
Apelo por intervenção diplomática
Montenegro também enfatizou a necessidade de uma ação diplomática eficaz para conter o aumento dos combustíveis, que, segundo ele, afeta a todos. "Precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo, é insensato", reiterou.
Quando questionado sobre a posição do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que falou sobre traição por parte de Donald Trump, Montenegro optou por não intensificar a discussão. Ele focou na necessidade de ações concretas e pediu que a União Europeia também participe das negociações para resolver a crise no Irão, que impacta o mercado global de petróleo.
Diálogo com parceiros internacionais
Em relação a Portugal, o primeiro-ministro destacou que o Governo está em diálogo com aliados e parceiros da UE para priorizar uma solução diplomática para o conflito no Médio Oriente. "É aquilo que permite estabilizar o mercado do preço a nível internacional e, por via disso, também estabilizar o preço dos combustíveis", concluiu.
Recentemente, Trump anunciou um acordo com o presidente russo Vladimir Putin para fornecer 300.000 toneladas de gasóleo ao mercado global, levantando sanções a Moscovo.







