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Protestos em várias cidades contra aumento do custo de vida
Movimento denuncia altos preços e reivindica medidas efetivas para habitação e bens essenciais.

Hoje, a plataforma "Não dá mais para viver assim" organiza protestos em Aveiro, Braga, Lisboa e Porto, em resposta ao crescente custo de vida e à crise habitacional. Os eventos estão agendados para as 15h30 em Aveiro, na Praça Doutor Joaquim de Melo Freitas, e às 17h00 em Braga, junto ao coreto da Avenida Central, em Lisboa, no Largo do Intendente, e no Porto, na Praça Dom João.
Motivações dos protestos
O movimento, por meio de um comunicado, expressa que a população tem sido "esmifrada" pelos aumentos constantes dos preços da habitação e do custo de vida. A frase que dá nome à plataforma, "Não dá mais para viver assim!", reflete a insatisfação dos manifestantes em relação à situação atual.
Reivindicações
Entre as principais reivindicações, o coletivo solicita o controle dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, além de impostos sobre os lucros extraordinários de grandes empresas nos setores bancário, energético e de distribuição. Também pedem medidas que abordem a crise na habitação, incluindo a implementação de tetos para os aluguéis e limites para o aumento das prestações.
As associações envolvidas destacam a necessidade de mais habitação pública e o fim de benefícios fiscais que incentivem a especulação financeira. O movimento é apoiado por mais de 30 organizações, incluindo sindicatos e associações que lutam por direitos à habitação, igualdade de gênero, combate ao racismo, ação climática e inclusão social.
Críticas ao governo
As organizações criticam a forma como o governo tem lidado com a crise, pedindo ações concretas para proteger a população. "Não pagamos mais esta crise, não pagamos mais os lucros recorde de uma mão cheia de empresas. Não aguentamos mais ser ‘esmifrados’ e não compactuamos com um Governo que não age para proteger quem faz o país andar para a frente", afirmam.
Os protestos de hoje visam não apenas chamar atenção para a situação atual, mas também exigir mudanças significativas que possam melhorar a vida dos cidadãos e garantir direitos fundamentais à habitação e ao sustento.






