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GNR registra mais de 2.600 casos de abandono e maus-tratos a animais em 2024

Dados revelam preocupante aumento de ocorrências em todo o país desde o início do ano.

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Gnr regista mais de 2. 600 casos de abandono e maus-tratos a animais desde 2024

A Guarda Nacional Republicana (GNR) informou que, desde o início de 2024, foram registrados mais de 2.600 casos de abandono e maus-tratos a animais em território nacional. O levantamento destaca a necessidade de atenção e intervenção em questões de bem-estar animal.

Números alarmantes

Em um comunicado oficial, a GNR detalhou que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) identificou 982 ocorrências de abandono e 1.668 casos relacionados a mortes e maus-tratos a animais. Entre janeiro e agosto de 2024, a GNR conduziu cerca de 19.200 ações de fiscalização focadas na proteção de animais de companhia, bem como de espécies potencialmente perigosas.

Resgates e recuperação

Durante o mesmo período, os agentes da GNR conseguiram resgatar e recuperar mais de 7.500 animais, abrangendo espécies de companhia, de pecuária e da fauna selvagem. Nos primeiros seis meses de 2026, foram contabilizados quase 2.900 resgates, com mais de 2.150 animais encaminhados para Centros de Recolha Oficial e cerca de 300 devolvidos ao seu habitat natural.

Em 2025, a GNR já havia resgatado quase 4.700 animais, com a entrega de cerca de 2.900 a centros oficiais e a devolução de aproximadamente 1.500 à natureza. Esses dados evidenciam a contínua necessidade de ações efetivas para enfrentar o problema do abandono.

Denúncias e fiscalização

De janeiro a 6 de setembro de 2024, a Linha SOS Ambiente e Território da GNR recebeu mais de mil denúncias relacionadas a animais, sendo 935 sobre o abandono de animais de companhia e 110 sobre questões de pecuária. Os distritos do Porto, Setúbal e Lisboa foram os que mais registraram ocorrências através da linha.

Quanto ao combate ao comércio ilegal de espécies protegidas, o SEPNA realizou 315 ações de fiscalização no mesmo período, resultando em 265 autos de contraordenação e 24 processos-crime, com as maiores concentrações de infrações registradas nos distritos do Porto, Aveiro e na Madeira.

A GNR reafirmou seu compromisso em intensificar as ações de fiscalização e conscientização, ressaltando a importância da colaboração da população na denúncia de situações de abandono e maus-tratos.