Sete homens condenados por furtos em fábricas na região de Braga
O Tribunal de Braga condenou na última quinta-feira sete homens, todos da região do Porto, a penas que vão de dois anos e dez meses a oito anos e dois meses de prisão. Eles foram julgados por cinco furtos realizados em armazéns e fábricas, utilizando o método de arrombamento por meio de buracos nas paredes.
Sentenças e perda de bens
Dentre os condenados, quatro receberam sentenças de prisão efetiva, enquanto três tiveram suas execuções suspensas, devido a serem delinquentes primários. O Tribunal também determinou a perda das vantagens obtidas com os crimes, totalizando 977 mil euros. Além disso, dois dos envolvidos perderão dois veículos BMW, avaliados em 28 mil euros, que foram apreendidos.
Modus operandi dos assaltantes
Os furtos ocorreram em 2021, em locais como Vila Verde, Braga, Trofa, Porto e Barcelos. A investigação revelou que os assaltantes saltavam muros, desativavam câmeras de vigilância e utilizavam marretas e outras ferramentas para fazer buracos nas paredes, permitindo a retirada de produtos de valor, como chapas de latão, que somavam várias toneladas em alguns casos.
O grupo, com idades entre 37 e 45 anos, incluía os indivíduos Hélder Queirós, José Silveira, António Cortes, Dino Falcato, Félix Perrulas, Jair Oliveira e Cristiano Espanhol Oliveira.
Primeiro assalto e outros casos
O primeiro ataque do grupo foi na Metaldufe, em Oleiros, Vila Verde, onde, durante a madrugada, após saltar o muro e desativar câmeras de vídeo, abriram um buraco na parede lateral. Eles carregaram várias toneladas de barras de latão, avaliadas em 142 mil euros, retornando para um segundo carregamento às 5h49.
Em junho, o grupo tentou assaltar um pavilhão da ASMTAPS, em Braga, mas não conseguiram levar nada devido ao acionamento de um alarme. Em julho, na Trofa, arrombaram um armazém da MPT- Metalúrgica Progresso, levando 600 quilos de latão, avaliados em 6.750 euros. Por fim, em agosto, na fábrica têxtil Sociedade Comercial Smiths Lusitana, no Porto, furtaram seis toneladas de fio de cobre.
Além disso, em maio de 2021, dois dos condenados foram responsáveis por um furto na fábrica MC Diviso, em Barcelos, onde roubaram milhares de peças de roupa de marca, avaliadas em 104 mil euros.

